Curitiba vê crescer a incidência da meningite
Dimitri do Valle
Os casos de meningite em Curitiba fizeram mais vítimas em relação a 1998. No ano passado, a Secretaria municipal da Saúde registrou 13 mortes. Foram três óbitos a mais do que em 98. O número de doentes também foi maior. Oitenta e sete pessoas contraíram a meningite meningocócica contra 79 em 1998.
Com o fechamento dos números nos anos 90, a Secretaria Municipal da Saúde constatou que os casos de meningite progrediram intensivamente em comparação ao comportamento da doença na década de 80. O aumento foi de pelo menos 700%. Nos últimos dez anos, a secretaria computou 923 casos da doença contra aproximadamente 150 na década de 80.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Célia Bataglin, diz que não existe uma causa que possa explicar o avanço meteórico dos casos de meningite. No entanto, ela recorda que a partir dos anos 90 foram desenvolvidos métodos mais eficazes para investigar e diagnosticar a doença. Célia reconhece que este fator não é o único que pode fornecer uma leitura fiel do avanço da meningite na capital paranaense.
É uma interrogação para todos nós e ainda não se chegou a um consenso, afirma Célia. O comportamento acelerado da doença nos anos 90, segundo ela, não é uma exclusividade de Curitiba, mas veriricado em todo País. Não é só uma característica do Sul. O nordeste também está enfrentando este problema, observa. A meningite consiste na inflamação das meninges, que são membranas que protegem o cérebro. Os principais sintomas são: febre alta, rigidez na nuca, dor de cabeça e vômito. A doença afeta, principalmente, as crianças.
A doença é transmitida através da respiração, através da saliva. Um dos meios para afastar o risco é manter sempre os ambientes de casa bastante arejados. O tratamento deve ser imediato, pois o desenvolvimento da meningite ocorre em poucas horas. Célia Bataglin comenta que uma vacina contra a meningite pode ser eficaz com crianças a partir de dois anos de idade. Porém, a proteção do medicamento é de apenas um ano. A vacina cubana já não é tão eficaz em crianças menores de dois anos, uma faixa etária em que a incidência de casos é mais elevada.





