Braschi foi nomeado pelo Papa para ajudar Dom Ladislau e Dom MoacirKraw PenasNo próximo dia 14 de abril, a Arquidiciocese de Curitiba passará a contar com um terceiro bispo auxiliar. O cônego Sérgio Arthur Braschi, de 49 anos, pároco da Catedral Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, nomeado pelo Papa João Paulo II.
A escolha de um terceiro bispo foi feita em função do crescimento populacional de Curitiba e Região Metropolitana, e do acúmulo de atividades dos bispos Dom Ladislau Biernaski e Dom Moacir Vitti.
O processo da escolha do nome pode levar vários anos e é feito em sigilo. O arcebispo Dom Pedro Fedalto apresenta uma relação de nomes ao núncio apostólico, representante do Papa no Brasil. Em seguida, é feita uma triagem das informações e uma seleção dos nomes, que depois são enviados para a Congregação dos Bispos, no Vaticano. Lá, é feito um novo estudo sobre os nomes apresentados e o Papa escolhe um entre três finalistas.
Sérgio Braschi ficará responsável por 34 das 140 paróquias da Arquidiocese. Além disso, deve assumir a coordenação da Pastoral Vocacional (ligada a seminários e cursos de formação de padres) e da Juventude, e ficar responsável pela liturgia (grandes celebrações e orientação das paróquias).
A cada cinco anos, o bispo é encarregado de visitar todas as paróquias que estão sob sua responsabilidade, participando de reuniões com os padres e representantes da comunidade e vistoriando os procedimentos administrativos de cada unidade.
Com a ordenação episcopal de Sérgio Braschi, o trabalho da Arquidiocese será dividido em quatro áreas: Dom Pedro continuará responsável pelo Centro, Dom Ladislau pela Região Metropolitana e outras cidades próximas (como Lapa e Rio Negro), Dom Moacir pela região Norte da cidade, e Dom Sérgio pelas regiões Sul e Oeste.
Sérgio Braschi é curitibano e atua como padre na cidade há 25 anos. Estudou teologia em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana e trabalhou com a formação de padres durante 12 anos em Curitiba. Antes de atuar como pároco na Catedral, passou seis anos coordenando a Paróquia São Judas Tadeu (Vila Hauer). Nas horas vagas, ele gosta de tocar violão e teclado, e simpatiza com o samba. No Carnaval, chegou a ir até a Avenida Marechal Deodoro, no Centro, para assistir ao desfile das escolas de samba. ‘‘Não vi nada demais e apreciei a alegria dos foliões’’, comenta.

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