Curitiba

Arquivo FolhaSaturaçãoSistema de transporte coletivo de Curitiba dá sinais de saturação e teria apenas mais dez anos de vida útil, de acordo com estimativa feita pela UrbsO sistema de transporte coletivo de Curitiba deve ganhar nos próximos dez anos uma espécie de metrô que pode andar sobre a superfície. Segundo o prefeito Cassio Taniguchi, o atual sistema já demonstra sinais de saturação e a alternativa mais viável para atender o aumento na demanda de passageiros na cidade seria o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
A idéia é construir trilhos no mesmo trajeto das canaletas utilizadas pelos ônibus biarticulados. Na região central da cidade, deverão ser construídas linhas e estações subterrâneas. De acordo com estudos realizados na prefeitura, o veículo seria movido a eletricidade.
O VLT já havia sido sugerido na última gestão de Jaime Lerner como prefeito (1988-1992), mas não foi levado adiante com a prioridade dada à rede municipal de ônibus. Agora, o prefeito Cassio Taniguchi reconhece que a melhor saída seria optar pelo VLT, que poderia ser viabilizado durante o período de vida útil do atual sistema (estimado em dez anos).
O projeto, que ainda está em fase de discussão, ainda não tem previsão de custos e detalhes sobre o funcionamento do veículo (como velocidade e capacidade de transporte).
O prefeito observa que o novo sistema é viável porque utilizaria a mesma estrutura das canaletas de ônibus, reduzindo os custos de instalação. Taniguchi observa que a meta da atual administração é permanecer investindo no transporte coletivo, tomado como prioridade em relação ao transporte individual.
Na última campanha para as eleições municipais, o deputado federal Max Rosenmann (PSDB) apresentou a proposta de adoção de um metrô subterrâneo em Curitiba. Na época, ele estimou os gastos com o novo sistema em US$ 100 milhões por quilômetro construído.
Segundo o deputado, em condições normais seriam gastos cerca de US$ 300 milhões, mas os custos seriam reduzidos com o aproveitamento das canaletas de ônibus.
Rosenmann disse que a velocidade média dos ônibus na cidade, durante os horários de pico, foi reduzida de 50 para 18 quilômetros por hora nos últimos anos, com o aumento da demanda de passageiros. Com o metrô, a velocidade seria elevada para 80 quilômetros por hora.
De acordo com a proposta do deputado, a prefeitura poderia arcar com os custos de infra-estrutura e abriria licitação internacional para os equipamentos do sistema (veículos e trilhos).

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