A Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop) entrega até o final de janeiro mais 20,1 quilômetros de ciclovias em seis novos trechos de Curitiba. A cidade passará então a contar com 120 quilômetros desse tipo de pavimentação. As novas ciclovias começaram a ser construídas em novembro e envolvem recursos do Programa de Transporte Urbano da ordem de R$ 1,5 milhão, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Os novos trechos facilitam o acesso aos parques Barigui, Passaúna e Tingui. Além disso, os trabalhadores da Cidade Industrial, Fazendinha, Pinheirinho e outros bairros da região sul da cidade - com forte concentração industrial - passarão a ter na bicicleta uma boa alternativa de transporte.
O manobrista de carro João Ribeiro atesta a boa utilização das ciclovias. Morador da vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, na CIC, ele anda ‘‘quase todo dia’’ 30 quilômetros para ir e voltar da empresa em que trabalha, no Batel. Desse trajeto, 23 quilômetros são pavimentados com ciclovia. ‘‘Andar no tráfego, junto com os carros, é muito perigoso’’, afirma.
Para o veterinário Fabiano Meyer a construção de ciclovias ‘‘é fenomenal’’. Morador de Videira (SC) com passagem por São Paulo e de férias em Curitiba, ele diz que em nenhuma outra cidade é tão bom para andar de bicicleta como na capital paranaense. ‘‘Em São Paulo não dá para pedalar, a não ser em bairros retirados’’, disse.
Os novos trechos beneficiados são os seguintes: Parque São Lourenço/Parque Tingui; Terminal Pinheirinho/Avenida João Bettega; Contorno Sul/Passaúna; Rua Conselheiro Laurindo/Praça do Japão; Avenida Sete de Setembro/Parque Barigui; Avenida Francisco Frischmann/Brasílio Itiberê e Tarumã/Cristo Rei.

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