Curitiba A capital paranaense vem sofrendo com o grande índice de homicídios, praticamente um por dia, e com uma característica incomum da violência urbana. O perfil da criminalidade em Curitiba é cíclico, diz o capitão César Alberto Souza, da Seção de Planejamento do Comando do Policiamento da Capital. Quando começa uma onda de certo tipo de crime, o policiamento volta suas atenções para o setor. A criminalidade migra então para outro tipo de ação. É o caso dos assaltos a ônibus, por exemplo.
A estatística que direciona o planejamento policial é a taxa de violência, que se refere ao número de crimes violentos por 10 mil habitantes. Os maiores índices são registrados no Centro de Curitiba, com média mensal de 40,5 casos este ano; Jardim Botânico, com 30,1; e Centro Cívico, com 24,3 casos.
No entanto, o capitão Cesar Souza explica que a taxa específica de homicídios não direciona o policiamento na cidade, porque nela maioria dos casos é de crime passional. Muitas vezes também estão ligados ao consumo e tráfico de drogas. No combate ao tráfico, ele admite que o policiamento ostensivo pouco consegue fazer, pois apenas transfere o problema para um outro local.
Pelo levantamento da Polícia Civil, este ano aconteceram em Curitiba 284 homicídios, média de 1,06 caso por dia. Nos finais de semana a incidência deste tipo de crime dobra. Os bairros com maior número de mortes são CIC (Cidade Industrial de Curitiba), com 35 mortes; Tatuquara e Cajuru; ambos com 17 casos; e Boqueirão, com 14 ocorrências. A maior parte das vítimas é jovem: entre todos os casos registrados, 40% estão na faixa entre 19 e 28 anos.

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