Curitiba - Outro assunto que foi discutido no encontro foi o refinanciamento de dívidas dos municípios com a União e a mudança do indexador utilizado para a correção monetária das dívidas. O município de São Paulo, por exemplo, tem atualmente uma dívida de R$ 31,5 bilhões com o governo federal. ''Nossa dívida é impagável. Precisamos fazer algo para que não nos tornemos um município inviável'', declarou ontem Mauro Ricardo Machado Costa, secretário municipal de Finanças de São Paulo.
Os assuntos e propostas discutidos ontem servirão hoje para embasar a reunião dos prefeitos, que também acontece em Curitiba. Entre os que já confirmaram presença estão os prefeitos de São Paulo, José Serra; de Porto Alegre, José Fogaça; de Florianópolis, Dario Berger; de Natal, Carlos Eduardo Alves; de São Luiz do Maranhão, Tadeu Palacio; de Belo Horizonte, Fernando Pimentel; de Goiânia, Íris Rezende; de Recife, João Paulo Serra e Silva; de Maceió, João Cícero de Almeida; de Campo Grande, Nelson Trad; de João Pessoa, Ricardo Coutinho; e de Cuiabá, Wilson Pereira dos Santos.
Ainda hoje, centenas de prefeitos e técnicos municipais paranaenses vão estar reunidos em Guarapuava para discutir estratégias a serem adotadas e que possam garantir a aprovação do projeto que amplia a receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 1%. O projeto entra na pauta da Câmara Federal no próximo dia 29. O FPM é a principal fonte de receita de 70% das cidades do Paraná. (L.P.)

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