A cremação e o sepultamento em cemitério vertical vêm ganhando espaço frente aos modos convencionais de destino de corpos, normalmente sepultados em gavetas horizontais ou enterrados em cemitérios estilo jardim. No Crematorium Metropolitan do Jardim da Saudade, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, criado em fevereiro, são realizadas em média cinco cremações por mês, mas a expectativa é que este número aumente para até 60 a 70 procedimentos mensais, a exemplo o que ocorre em cidades onde a prática existe há mais tempo. Já o Cemitério Vertical Universal, situado no bairro Tarumã, em Curitiba, começou acanhado há nove anos, e hoje já amplia o complexo com a construção do terceiro bloco, aumentando sua capacidade de 7 mil para 10 mil vagas.
Para os responsáveis pelos novos empreendimentos, as causas da resistência a essas inovações são a religião e cultura da população. ‘‘No começo foi difícil, porque as pessoas pensavam que no cemitério vertical os mortos seriam sepultados de p钒, conta Carlos Camargo, gerente do Cemitério Vertical, o único do Paraná. No Brasil só existem mais dois cemitérios nesse sistema, segundo Camargo. Fazendo uma média de 30 sepultamentos por mês, a planta original prevê um complexo de seis blocos com capacidade para 25 mil lugares. Hoje, 2 mil jazigos estão ocupados.
Segundo o superintendente do Crematorium, Gelson Matzenbacher, apenas duas religiões opõem-se abertamente à cremação dos mortos: os muçulmanos e judeus. A maioria das famílias prefere guardar as cinzas dos mortos. O crematório está providenciando a construção de um columbário, constituído de pequenas gavetas para as urnas com as cinzas.