Curitiba tem menor índice de densidade
Curitiba - A chamada densidade domiciliar ou adensamento excessivo diz respeito à proporção de pessoas que moram em domicílios urbanos que abrigam mais de três pessoas vivendo em um cômodo utilizado para dormir. Em Curitiba, a média de indivíduos por dormitório é de 3,8, segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É o menor índice entre as capitais que a pesquisa abrange. A média brasileira nas regiões metropolitanas é de 9,1 pessoas por dormitório.
Estima-se que 12,3 milhões de brasileiros (7,8% da população) vivam em níveis de densidade domiciliar acima da média adequada, que é de três pessoas por cômodo. A situação mais grave está em Belém (PA), onde o adensamento excessivo é o mais alto do Brasil, chegando a 16,6. A capital do Pará é seguida por São Paulo (SP) com 11,7, Salvador (BA) com 10,6 e Recife (PE) com 9,5 pessoas por dormitório. As outras capitais têm índices inferiores à média nacional.
Em termos absolutos, as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro (RJ) são as que mais sofrem com a alta densidade domiciliar. São Paulo concentra 2,2 milhões de pessoas vivendo nessa situação, enquanto no Rio de Janeiro o número é de um milhão.
Além do problema com o esgoto a céu aberto que passa diante da porta de sua casa, Rosana Bassani Lima, moradora da Vila Parolin, vive sob um adensamento excessivo. Ela divide os cinco cômodos (dois quartos, sala, cozinha e banheiro) do barraco onde mora com seis filhos. Os sete dividem-se para dormir nos dois quartos da moradia. (T.A.)





