Curitiba tem cinco ratos por habitante
Israel Reinstein
De Curitiba
Pelo menos 5% das residências em Curitiba convivem com ratos dentro de seus terrenos ou em imovéis próximos. A estimativa é da coordenação de Controle de Zoonoses e Vetores da Prefeitura de Curitiba, que se baseia em uma estatística internacional da Organização Mundial de Saúde. Esta média é a considerada ideal, mas nos centros urbanos este patamar normalmente é maior, afirma a coordenadora, Maria Elisabete Ferraz.
A coordenadora não sabe quantos animais existem na cidade, mas toma como base cinco ratos para cada habitante. Com isso, a população estimada é de mais 7,5 milhões de roedores. A maior concentração é de ratazanas, consideradas como o principal foco de doenças, como a leptospirose, tifo e hantavírus. Até setembro deste ano, a Secretaria Municipal da Saúde registrou 155 casos de leptospirose.
A maioria dos casos se concentram em regiões próximas dos rios ou com saneamento básico precário, afirma a coordenadora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Karen Luhn. O mês com maior incidência foi março (101 registros), quando ocorreram enchentes na cidade.O maior número de casos aconteceram no Cajuru, informa.
Maria Elisabete Ferraz diz que neste bairro a prefeitura vem trabalhando com duas equipes para tentar diminuir a incidências de roedores, que são encontrados em 15 de cada 100 casas. O trabalho vem sendo feito em conjunto com diversas secretarias, que tentam conscientizar a população sobre esse problema,diz.
A coordenadora do setor de zoonoses explica que a maior dificuldade no combate dos ratos é a desinformação da população. O hábito de jogar lixo nos terrenos baldios cria ambientes propícios para a proliferação dos roedores, afirma.
Para eliminar ratos de determinada região, ela explica que os agentes de saúde convocam associações de moradores para limparem os terrenos. Assim, diminui a alimentação dos ratos, afirma. Depois de feito este trabalho, é que a prefeitura começa a aplicar venenos. De sete a dez dias após a aplicação do veneno, volta-se ao local para verificar se houve diminuição da população de animais, diz.
Para monitorar a população de ratos, a coordenação de zoonoses se baseia nas incidências de registros de doenças, como a leptospirose. Também os técnicos atendem os pedidos feitos pela população, pelo telefone 156 ou 200 1313.





