Curitiba
Curitiba não dispõe de mais espaço para a implantação de loteamentos populares, o que vai obrigar à alocação de famílias em situação irregular em outras áreas na Região Metropolitana. A constatação é do presidente da Federação Comunitária das Associações de Moradores de Curitiba e Região Metropolitana (Femoclam), João Ferreira. Segundo ele, a cidade conta hoje com 86 vilas com residências em situação irregular, principalmente nos bairros do Pinheirinho, Boqueirão e Cajuru.
Ferreira observa que o processo de legalização e urbanização das vilas deve ocorrer a longo prazo, já que envolve a negociação com os donos dos terrenos.
Sobre a ocupação de lotes em municípios da Região Metropolitana, ele diz que está havendo uma mudança na estratégia da federação. ‘‘Estamos fazendo um trabalho de conscientização ambiental para preservar as áreas verdes e mananciais’’, explica.
Nos municípios de Pinhais, Piraquara e Colombo, a Coordenadoria da Região Metropolitana (Comec) já iniciou a relocação de famílias. Em conjunto com a Comec, a Cohab está negociando com imobiliárias da região a aquisição de terrenos, além de fazer um levantamento das áreas irregulares.
Atualmente, a fila de candidatos a imóveis na Cohab em Curitiba é de 49.686 pessoas. Neste ano, 224 famílias foram realocadas e 311 regularizadas.
Neste domingo, a Femoclam elege sua nova diretoria, com uma votação em chapa única (‘‘Força e União Comunitária’’) pela primeira vez. Benedito Costa, tesoureiro da Associação dos Moradores do Cajuru, vai assumir a presidência.
Segundo previsão dos organizadores, o evento no Círculo Militar deve reunir cerca de 1.500 pessoas. Além da eleição, a entidade realiza paralelamente um congresso para discutir quatro temas considerados prioritários na Região Metropolitana: habitação, saúde, saneamento e segurança. Segundo João Ferreira, a Femoclam reúne 85% das associações de moradores de Curitiba e Região Metropolitana.

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