Curitiba sedia conferência de GLBTT
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
Ricardo Sabbag<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Neste sábado, dia 17, Curitiba celebrará o primeiro Dia Municipal de Combate à Homofobia. Dezessete de maio é conhecido mundialmente como o dia de combate à homofobia porque foi nesta data que a Organização Mundial da Saúde aprovou a retirada da homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. No ano passado, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou lei de autoria da vereadora Julieta Reis (DEM), inclusive derrubando veto do prefeito Beto Richa (PSDB), criando a data em nível municipal.
O reconhecimento da data é considerado uma vitória pelas entidades GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais). A comemoração será lembrada durante a 1 Conferência Estadual de GLBTT, realizada pelo governo estadual com apoio de 16 entidades da sociedade civil organizada, de hoje a domingo, no auditório da Fesp (Fundação de Estudos Sociais do Paraná), em Curitiba.
''Esse é um fato histórico no Brasil'', celebra o presidente da Associação Brasileira de GLBTT e um dos principais militantes do movimento no país, Toni Reis. Ao longo dos três dias, cerca de 300 participantes discutirão temas como educação, direitos humanos, saúde, justiça, segurança pública e trabalho e emprego relacionados à causa GLBTT. ''Nossa principal demanda é a área da educação'', diz Reis. ''Dados da Unesco mostram que 40% dos adolescentes não gostariam de estudar com GLBTTs e 60% dos professores não sabem como lidar com a educação de GLBTTs'', afirma. ''Queremos uma educação sexual de respeito aos direitos humanos''.
A conferência estadual foi motivada pela realização da 1 Conferência Nacional de GLBTT, também de iniciativa do governo federal, que acontece no início de junho em Brasília. Segundo o coordenador-executivo do evento e presidente da ONG Centro Paranaense de Cidadania (Cepac), Igo Martini, as proposições aprovadas na conferência serão remetidas ao governo estadual. ''Após isso, vamos exercer nosso direito e fiscalizar a aplicação dessas políticas públicas'', afirma. O objetivo, diz Martini, é que o Paraná, a exemplo da União, implemente o programa Paraná sem Homofobia a partir de todas as secretarias estaduais.


