Curitiba sedia 1º Encontro Brasileiro de Diabéticos
Curitiba sedia 1º
Encontro Brasileiro
de Diabéticos
Começa hoje, em Curitiba, o 1º Encontro Brasileiro de Diabéticos. Nos três dias de palestras direcionadas a diabéticos e familiares, médicos, nutricionistas e psicólogos de todo o Brasil vão falar sobre novas técnicas de tratamento e prevenção da doença. Atualmente, 150 milhões de pessoas em todo mundo são portadores de diabetes dos tipos 1, que atinge as crianças e torna a maioria dependente de insulina, e 2 que é hereditária. No Brasil e no Paraná estima-se que até 7% da população tenha a doença.
A diabetes é um distúrbio do metabolismo que prejudica, em grau variável, a capacidade de metabolização de glicídios. Pela alta incidência, a doença está sendo considerada uma epidemia mundial, alerta Maria Cecília Munhoz da Rocha Carreiro, presidente da Associação Paranaense do Diabético. Se não for detectada a tempo, a diabetes pode causar problemas de visão, nos rins, no sistema neurológico e gangrenas nos membros inferiores.
Amanhã, quem for ao Parque Barigui, onde será realizado o seminário, poderá fazer gratuitamente o exame de detecção. Maria Cecília informou que os sintomas da diabetes tipo 1 são mais agressivos. Os diabéticos passam a depender de aplicações de insulina (no mínimo por três vezes ao dia). Eles também são obrigados a fazer o automonitoramento da qualidade do sangue para
controlar os níveis de glicose no sangue. Levar uma vida mais saudável, com a prática regular de exercícios e uma dieta equilibrada ajuda consideravelmente o controle da diabetes do tipo 2, que atinge mais os adultos.
Segundo o médico Mauro Pinto, as crianças diabéticas ainda apresentam crescimento e desenvolvimento metabológico mais lento do que as crianças que não têm a doença. Até 10 anos atrás, algumas crianças diabéticas tinham a estatura dez centímetros menor do que crianças com a mesma idade e sem a doença. Em outras a doença atrasa o perído da puberdade. O médico diz que o tratamento contra o diabetes se torna menos difícil, física e psicologicamente, se o paciente for rigoroso na automonitoração da glicemia e na aplicação de insulina.
Para a psicóloga Luciana Bassiela também é importante se preocupar com os distúrbios emocionais que a diabetes pode provocar. Geralmente, adultos e crianças doentes tendem a adotar comportamentos depressivos e de irritabilidade. Nos idosos, segundo Luciana, a diabetes pode acentuar estes sintomas. A forma como a família lida com a situação vai influenciar de maneira po sitiva ou negativa na adaptação das crianças, destaca. (R.B.N.)





