Curitiba A capital paranaense não irá adotar o chamado ''toque de recolher'', horário previsto para que todos os bares fechem as portas com o objetivo de evitar a criminalidade nos principais bairros da cidade. A decisão foi anunciada ontem, na reunião dos prefeitos com os integrantes da Operação Mãos Limpas do governo do Estado. De acordo com o prefeito Beto Richa (PSDB), estudos comprovaram que a lei seria inconstitucional.
''Curitiba é muito grande e não tem a mesma facilidade de implementar essa lei como os pequenos municípios. Existe o problema da isonomia. Não poderíamos manter alguns bares abertos. Todos teriam que fechar. Mesmo que fossem locais sem qualquer problema de criminalidade'', explicou. ''Vamos fazer um mapeamento da criminalidade em Curitiba em torno dos bares e iremos cassar os alvarás de estabelecimentos que estejam contribuindo para o crescimento da criminalidade e dos homicídios'', pontuou.
A chamada Lei Seca está em vigor em Apucarana desde o dia 25 de janeiro. Em Londrina, projeto que prevê fechamento de bares após às 23 horas deve ser discutido nas próximas semanas pela Câmara de Vereadores.
Durante a reunião, os prefeitos cobraram do governador Roberto Requião (PMDB) a ampliação do efetivo das polícias Civil e Militar na Região Metropolitana de Curitiba. ''O problema de segurança é uma responsabilidade de todos nós. Mas a causa é conhecida. O neoliberalismo econômico que começou no governo de Fernando Collor de Mello (PRN) e se estende ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)'', alfinetou Requião.
O prefeito de Piraquara, Gabriel Samaha (PPS), afirmou que a polícia teme chegar a locais de criminalidade crescente como a região do Guarituba, onde é alto o índice de tráfico de drogas e roubo de cargas. ''A segurança é grave e Piraquara é uma cidade especial. É a guardiã das águas do Paraná por conta dos mananciais e abriga o maior sistema penitenciário do Estado.'' Piraquara conta com oito policiais civis e 26 PMs para uma população de 100 mil habitantes.
O governo citou resultados das ações integradas na RMC a prisão de 39 pessoas, recuperação de 152 veículos, apreensão de três armas de fogo, entre outros. A ação foi realizada este ano em Itaperuçu, Campina Grande do Sul, Colombo e Almirante Tamandaré.

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