Uma mulher de 53 anos é a primeira paranaense com suspeita de ter contraído o vírus influenza suína, conhecida também como gripe suína. Ela chegou de uma viagem ao México, no último dia 5 e, com os sintomas da doença, foi internada em um hospital particular da Capital em regime de isolamento, mas tem quadro clínico estável, sem risco de morte.
O resultado do exame laboratorial que irá confirmar se houve contaminação está sendo feito por um laboratório do Rio de Janeiro e só deve sair na próxima quarta-feira, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Outras três suspeitas de contágio no Estado já foram descartadas com exames clínicos.
A definição de um caso suspeito tem base em dois critérios. O primeiro é a pessoa ter estado, nos últimos dias, no México, Estados Unidos ou Canadá ou ter tido contato com pessoas que estiveram nos locais onde há casos da doença. O segundo critério é apresentar febre alta repentina superior a 38 graus, acompanhada de um ou mais dos sintomas de tosse, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações.
A secretaria apresentou, ontem, o plano de contingência para a influenza. A estratégia segue os moldes da estabelecida para a gripe aviária, com a composição de um comitê de acompanhamento formado por representantes das secretaria de Estado de Saúde, Agricultura, Casa Militar, Defesa Civil, Exército, Infraero, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Brasileira de Inteligência e Prefeitura de Curitiba.
Também foi formado um grupo técnico-operacional permanente que se reunirá diariamente e alimentará o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, que, por sua vez, atualiza os dados locais para o Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde.
Quatro hospitais paranaenses foram organizados como referência para atendimentos de caso de doença (veja mais nesta página). Mas, a orientação à população é, havendo suspeita da doença, procurar a unidade básica de saúde mais próxima para, se houver necessidade, ser encaminhado posteriormente a um dos quatro centro hospitalares.
O secretário de Saúde, Gilberto Martin, classificou o problema preocupante e que irá requerer atenção redobrada. "Só não podemos criar problemas além dos que já temos. É preciso lembrar que estamos entrando no inverno e muitos terão gripes e resfriados. Consideramos a situação no Paraná, por enquanto, tranquila", comentou.


DICAS

- Para quem vai viajar para locais em alerta:
- usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas;
- substituir as máscaras sempre que necessário;
- ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
- evitar locais com aglomeração de pessoas;
- evitar o contato direto com pessoas doentes;
- não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- evitar tocar olhos, nariz ou boca;
- lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar;
- em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas;
- não usar medicamentos sem orientação médica.
Fonte: Ministério da Saúde

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