Curitiba- Curitiba participou, neste final de semana, da 24 Vigília pelos Mortos de Aids, evento que aconteceu simultaneamente em diversos locais do mundo. A vigília aconteceu pela primeira vez em 1983, em Nova York; na Capital, foi a segunda vez. Durante a noite de sábado e madrugada de ontem, foram realizadas orações, exibições de vídeos, debates e costura de uma colcha de retalhos, simbolizando os mortos pela Aids, motivo da união dos que estão vivos para o combate da doença.
O evento foi organizado pela Pastoral da Aids, e os manifestantes ficaram reunidos na Paróquia Nossa Senhora da Luz, na Cidade Industrial de Curitiba. Sábado de manhã, a Comissão Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, Programa Municipal de DST/Aids, e 19 organizações não- governamentais, parceiras da Prefeitura de Curitiba nas ações de prevenção e assistência ao portador das doenças, também deram sua contribuição à vigília, esclarecendo a população com a distribuição de material educativo, na Boca Maldita, no centro da cidade.
O objetivo, segundo a coordenadora municipal do Programa Nacional de DST/Aids e presidente da comissão, Mariana Thomaz, é difundir informações que ajudem as pessoas a se prevenir da Aids e a conviver de maneira solidária e ética com quem é portador do vírus ou já desenvolveu a doença.
Em Curitiba, desde que a epidemia de Aids começou a ser monitorada, em 1984, foram notificados 7.703 casos, sendo que 2.277 infectados pelo vírus HIV morreram nesse período. Atualmente, cerca de 3,2 mil pessoas estão sob acompanhamento médico na rede municipal de saúde, tomando medicação antiretroviral.
Dados da Unaids, programa das Nações Unidas para HIV/aids, mostram que cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com o vírus. Cerca de 2 milhões deles estão na América do Sul. Em 2005, foram 5 milhões de contaminações e mais de 3 milhões de mortes. No Paraná, de 1984 a 2006, a Secretaria de Estado da Saúde notificou 16.644 casos, que já causaram 6.053 mortes.

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