Sem espaço para assentar os sem-teto em Curitiba, a Cohab está trabalhando em parceria com os municípios da Região Metropolitana. O trabalho também faz parte do Programa de Saneamento da Região Metropolitana (Prosan), que requer a relocação das famílias instaladas em áreas de preservação de mananciais. Para o presidente da Cohab, Ivo Mendes Lima, a parceria é positiva porque impede a concentração de moradias populares na região Sul de Curitiba, o que dificulta o transporte e a implantação de infra-estrutura urbana.
As únicas áreas ainda livres para moradias populares estão no Sul de Curitiba, nos bairros Pinheirinho, Tatuquara e Bairro Novo. Por isso, as parcerias com as prefeituras da região são inevitáveis, acredita Ivo Mendes Lima.
A Cohab trabalha com dados oficiais do IBGE de 1991, que apontam 8% dos domicílios de Curitiba como sub-habitação, ou seja, moradias sem documento de posse e com infra-estrutura precária. Isso representa 29 mil domicílios irregulares. Desde 1993, segundo a Cohab, não houve novas invasões em áreas públicas. Mesmo assim, os dados estão defasados por causa das ocupações em terrenos particulares.
Segundo a Cohab, 11 mil moradias estão em processo de regularização e 2 mil famílias foram retiradas de invasões em áreas de risco de enchente e de preservação de mananciais. A fila da Cohab tem 47 mil pessoas, que esperam de três a quatro anos pela casa própria. A fila não diminui - apesar do atendimento de 7 mil famílias por ano - porque a população continua crescendo naturalmente e com a chegada de pessoas de outras cidades. (M.K.)

mockup