A intervenção da Cohab em 30 áreas irregulares que oferecem risco às famílias está prevista no projeto que o prefeito Cassio Taniguchi encaminhou ao programa Comunidade Solidária no final de julho, solicitando recursos. O montante que está sendo pleiteado (R$ 58 milhões) prevê a remoção de moradores que estão em pontos críticos das ocupações, a urbanização e regularização de favelas e loteamentos, a concessão de material de construção e a implantação de equipamentos comunitários e sociais, beneficiando um total de 10,5 mil famílias.
‘‘O projeto permitirá uma grande transformação física nestas áreas, que hoje são bolsões de precariedade, sem qualquer padrão urbanístico e instaladas em condições totalmente desfavoráveis’’, explica o prefeito Cassio Taniguchi. Os recursos solicitados fazem parte do orçamento do programa Comunidade Solidária do próximo ano e estão em análise. Das 30 áreas selecionadas, a maior parte está localizada em locais sujeitos a inundações, como beiras de rios e fundos de vale.
O projeto inclui também áreas sob a faixa de alta tensão da Copel e invasões em regiões de preservação ambiental, como a Vila Pantanal (que tem cerca de 600 famílias e está dentro do Parque do Iguaçu) e o Morro do Juramento (onde há 500 famílias junto à bacia do Passaúna, em área de manancial).
No orçamento deste ano do programa Comunidade Solidária, o município de Curitiba tem outro pedido de verbas para atuação no chamado ‘‘bolsão Cajuru’’. Trata-se de uma ocupação ao longo do Rio Atuba, numa extensão de quatro quilômetros, na região leste da cidade, onde há cerca de 2.000 famílias em locais inundáveis, que devem ser removidas. O valor solicitado é R$ 10 milhões e beneficia não apenas as famílias que estão nos pontos alagadiços, mas outras 3.000 famílias que moram na vizinhança e terão melhores condições de saneamento.

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