Com a ajuda do Ministério da Justiça, a Prefeitura de Curitiba pretende aumentar sua capacidade atendimento à criança e ao adolescente vítima de violência e prostituição. Quatro propostas foram enviadas ao ministério, por intermédio da Secretaria Estadual da Criança e Assuntos da Família. Se forem aprovadas, o município receberá ainda no segundo semestre deste ano R$ 600 mil para construir três novas casas-lares, comprar equipamentos permanentes para implantação dos conselhos tutelares e promover cursos de capacitação.
As propostas prevêem a parceria do município e da comunidade. A prefeitura fornecerá alimentação e material de higiene ou uma renda per capita para as crianças atendidas nos abrigos. A comunidade participará através das organizações não governamentais, que ficam responsáveis pelo funcionamento e manutenção das casas.
De acordo com a secretária municipal da Criança, Dacylia Vieira dos Santos, o Ministério da Justiça dispõe de uma verba para atender as crianças e adolescentes em cinco situações: vítimas de violência doméstica; prostituição; exploração do trabalho infantil; criança infratora e usuários de drogas.
O primeiro projeto prevê a construção de três novos abrigos - uma ‘república’ para 20 meninas e outra para 20 meninos que participam do Formando Cidadão e uma terceira casa dirigida às crianças e adolescentes que são atendidas pelo programa Recâmbio, também com capacidade para receber 20 crianças.
O segundo projeto prevê a realização de uma série de cursos para capacitar educadores a trabalhar com crianças carentes. A terceira proposta sugere a construção de mais uma Casa de Apoio. Esta casa receberia grupos de irmãos com idade entre zero a sete anos e teria capacidade para receber dez crianças.
O quarto e último projeto prevê a compra de automóveis e móveis de escritório e impressoras para os oito Conselhos Tutelares que serão instalados em Curitiba.

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