Curitiba A Comissão de Estudos da Tarifa do Transporte Coletivo de Curitiba e Região Metropolitana busca alternativas para deixar a linha de transporte público mais eficiente e, ao mesmo tempo, mais barata. Uma das propostas que estão sendo estudadas é a flexibilização do preço da tarifa em horários diferenciados. Se a proposta vingar, isso significa que o curitibano poderá pagar R$ 1,50 nos horários normais (por exemplo) e R$ 1,90 em horários de grande congestionamento (como início da manhã, almoço e fim de tarde). A intenção é reduzir custos e evitar que as empresas tenham que comprar uma frota gigantesca para atender o movimento de pessoas em alguns horários.
''Na maior parte do dia, a frota acaba sendo reduzida em 30% e 40% por não se tratar de horário de saída e de entrada no trabalho. Se conseguirmos reduzir a tarifa em horários menos movimentados, o fluxo de pessoas poderá ser também diminuído em horários de pico. Somente vão usar aquele horário de transporte os que não têm outra opção'', avaliou o diretor de transportes da Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), o economista Luiz Eduardo Sebastiani. A experiência de valores diferentes em um mesmo trajeto já foi aprovada em Curitiba, com os resultados da chamada tarifa domingueira. Nesse dia, a tarifa cobrada é de R$ 1,00.
A dificuldade é que o valor da tarifa reduzida hoje tem que ser quitado em dinheiro, já que o cartão de transporte admite apenas o valor de R$ 1,90. Sebastiani disse que deverá entrar em operação um novo cartão que aceitará valores diferenciados (de acordo com o horário em que o usuário entre no ônibus). ''Estamos já desenvolvendo este software. Se a proposta de tarifa diferenciada não for definitivamente aprovada, este cartão poderá valer pelo menos para diferenciar os dias normais do domingo'', ponderou ele.
Também estão sendo estudadas outras alternativas para a redução da tarifa, como o compartilhamento dos gastos subsidiados pela Urbs com o vale escolar. ''Ele é importante, mas tem que ser arcado por todos os órgãos envolvidos'', ponderou ele. As secretarias de Educação municipal e estadual poderão repassar os valores subsidiados para os estudantes carentes para que a Urbs possa operar, sem custos adicionais, o transporte coletivo.
Até agora a comissão já fez cinco reuniões e tem mais dois meses para concluir os estudos que envolvem desde conhecimento da logística de empresas e engenharia de tráfego dos ônibus, até a estrutura de composição dos valores do quilômetro rodado.

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