Curitiba pode ter metrô em 2002
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segunda-feira, 31 de agosto de 1998
Israel Reinstein 
Um estudo preliminar sobre a implantação de metrô em Curitiba será entregue às 15 horas de amanhã, em Brasília, ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. O prefeito Cassio Taniguchi - acompanhado do presidente do Ippuc, Osvaldo Navaro, e de Fric Kerin, presidente da Urbs (órgão que gerencia o transporte coletivo) - vai defender a proposta desse novo sistema de transporte urbano, que só entrará em funcionamento a partir do ano de 2002.
Até o momento, toda a discussão sobre a implantação de metrô - seja de superfície, elevado ou subterrâneo - está na fase inicial. Para que o projeto se efetive, a prefeitura terá que seguir um rito interno do Ministério dos Transportes, que prevê a aprovação de um projeto de viabilidade, feito por técnicos da instituição. Tudo isso se o prefeito Taniguchi quiser que a proposta seja financiada pelo governo federal, que, atualmente banca obras similares em Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES), num valor total de R$ 2 bilhões. Nos convênios dessas capitais, o governo federal desembolsou entre 50% a 60% do valor total, ficando o restante para os governos estaduais e municipais, além da iniciativa privada.
Segundo a assessoria de imprensa do ministério, a inclusão de um financiamento semelhante para Curitiba só se efetivaria no orçamento do ano 2000, já que o do próximo ano já está fechado. Apesar dessa dificuldade, segundo a assessoria, o ministro vem se mostrando muito favorável à implantação desse tipo de transporte coletivo. Quando Eliseu Padilha esteve em Curitiba, no dia 24, ele disse que o futuro dos transportes coletivos seria o metrô, mesmo para um cidade como Curitiba, onde, na opinião dele, o sistema de transporte urbano seria de boa qualidade. Foi nessa ocasião que o prefeito e ministro agendaram uma reunião para discutir o assunto.
Pelos estudos do Ippuc, os alvos a serem atingidos são os bairros de maior densidade, como Sítio Cercado ou Fazenda Rio Grande. A prefeitura defende a implantação de um sistema de superfície, que seria mais econômico que o subterrâneo.
Entre as propostas da prefeitura, existe a possibilidade de aproveitamento de trechos do sistema ferroviário da cidade. Há cinco meses, o Ippuc esteve com o chefe do escritório da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Paulo Sidnei Carreiro Ferraz, discutindo o assunto. O presidente do Ippuc, Osvaldo Navaro, teria proposto a criação de uma via paralela ao trecho que vai em direção a Rio Branco do Sul.


