A comunidade da Escola Estadual Paulo Leminski, no Bairro Tarumã, em Curitiba, organizou um protesto isolado, expondo à população os problemas ocasionados pela política de educação do governador Jaime Lerner (PFL). Aproximadamente 400 manifestantes, entre professores, pais, alunos e funcionários da escola fizeram uma panfletagem nos semáforos das principais vias de acesso próximas da instituição.
Os panfletos cobravam do governo a sua reponsabilidade para com a educação pública. O professor Alexandre Moreira Camelo, um dos organizadores do protesto, disse que a iniciativa teve por objetivo levar à comunidade informações diferenciadas das oficiais sobre o que realmente está acontecendo com a educação no Paraná.
De acordo com Alexandre, a panfletagem, desenvolvida em pontos estratégicos, foi a maneira encontrada pela escola para atingir mais diretamente a população. O manifesto foi organizado com o consentimento dos pais dos alunos, que no último sábado participaram de uma reunião com a direção da escola, quando foi decidido o teor do protesto.
No caso da Escola Paulo Leminski, entre os principais problemas apontados pelo professor Alexandre está a falta de repasse da verba referente ao Fundo Rotatito. ‘‘Sem estes recursos a escola vai sendo sucateada’’, disse Alexandre.
Com 2,2 mil alunos, a Escola Paulo Leminski tem 102 professores. A defasagem na escola estaria no setor de segurança e limpeza, onde estão lotados 12 servidores, quando o mínimo seria 20. Alexandre Camelo garante que o número de funcionários é o mesmo de 1993 - ano em que a escola foi fundada. Na época existiam apenas 800 alunos.

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