Curitiba não teme infestação
Curitiba não teme infestação
A Prefeitura de Curitiba diz que está afastada a possibilidade de surgimento na cidade da febre amarela urbana, problema que começa a aparecer em alguns municípios brasileiros. O motivo é a extinção dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela, feito por 500 agentes da Campanha de Controle Aedes aegypti. Durante um ano foram feitas 1,5 milhão de visitas a 396 mil domicílios e inspecionados 6 milhões de depósitos, além da conscientização da população. Com um trabalho prévio, também afastamos a possibilidade do aparecimento da febre amarela urbana, disse o secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci.
A diretora do Departamento de Saúde Ambiental, Margarida Lenzi, explicou que os casos de febre amarela da região Centro-Oeste do País são causados por um outro tipo de mosquito. Em Goiás é a febre amarela silvestre, transmitida pelo mosquito Haemagogus, um gênero que vive na selva. Somente as pessoas que viajam para reservas florestais ou entram na mata correm algum risco de serem infectadas.
A única possibilidade da febre chegar aos centros urbanos é se o mosquito Aedes aegyti, que vive nas cidades, picar uma pessoa contaminada. Neste caso, o mosquito se contamina e transmite o vírus para outras pessoas. Em Curitiba não existe este risco porque não há a presença do Aedes aegyti. Há um ano é feito o monitoramento e nunca foi encontrado o mosquito.
O índice de infestação em Curitiba é de 0,001%, número muito abaixo do considerado epidêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a OMS, há probabilidade de epidemia de dengue, por exemplo, quando os índices estão acima de 1%.
As pessoas que precisam viajar para as regiões endêmicas, encontram a vacina contra a febre amarela na Fundação Nacional de Saúde e na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho. É uma dose única que deve ser repetida a cada dez anos. A vacina deve ser tomada dez dias antes da viagem, tempo necessário para imunizar a pessoa. (Adriana Ribeiro)





