Israel Reinstein
De Curitiba
O tratamento do paciente psiquiátrico em Curitiba vai se concentrar mais em ambulatórios que internamentos nos hospitalais. Ontem, a Secretaria Municipal da Saúde lançou o Programa Saúde Mental, que muda o sistema de atendimento aos doentes mentais, desestimulando os internamentos e tratando os pacientes em suas casas. ‘‘Cada caso será avaliado pelas equipes das unidades de saúde, deixando o paciente mais próximo de casa, da família e do convívio social com a reintegração da comunidade’’, explica o secretário da Saúde, Luciano Ducci.
Ducci afirma que o programa vai atender pacientes com transtornos mentais moderados e graves, além do alcoolismo. Atualmente, o tratamento é feito nos hospitais. Em média, o Sistema Único de Saúde (SUS) paga por uma internação R$ 550,00, realizando 21 mil internações por ano. A intenção é reduzir os gastos com os internamentos, caindo para 18 mil por ano, em uma queda percentual de 16%.
Para o tratamento, os pacientes serão inscritos no programa que vai analisar o melhor acompanhamento. Uma equipe de terapeutas ocupacionais, psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais vão medicar, quando necessário, e ajudar o doente a se reintegrar à família e sociedade. Todos os inscritos terão direito a medicação gratuita. As unidades de saúde vão contar com 25 tipos de medicamentos psicotrópicos, entre antipsicóticos (neurolépticos), antidepressivos, reguladores de humor e ansiolíticos.
Para o secretário geral da Associação Mundial de Reabilitação Psicossocial, Willians Valentine, esse tipo de política de Curitiba vai permitir diminuir a exclusão contra o ‘‘doente mental’’.

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