Luiz Costa/SMCSPrevençãoVacina tríplice garante imunidade ao sarampo e está disponível nos postosO surto de sarampo registrado em Foz do Iguaçu levou a Secretaria da Saúde de Curitiba a montar uma estratégia de alerta para barrar a doença em Curitiba. Em Foz do Iguaçu, de maio até junho foram confirmados 16 casos, e outros 27 estão sendo investigados. ‘‘Vamos adotar ações de vigilância epidemiológica que incluem a investigação com coleta de sorologia, bloqueio de contatos e vacinação de todas as pessoas que estiverem no convívio direto do infectado e que não tenham sido imunizadas’’, explica o secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho. O mesmo trabalho foi realizado nos últimos dois meses quando verificado surtos em São Paulo e Santa Catarina.
O secretário explica que o trabalho da vigilância é importante para que se evite o aparecimento da doença na cidade. O último caso da doença registrado em Curitiba aconteceu em 1993. O efetivo controle da doença, segundo Baracho, deve-se ao intenso trabalho da Secretaria nas campanhas de vacinação. ‘‘O surto acontece mais facilmente em regiões com baixa cobertura vacinal ou constante ocorrência de casos. Felizmente, aqui não temos nenhum desses problemas’’, tranquiliza o secretário.
O alerta da secretaria é de que, na presença de qualquer sintoma suspeito da doença, os médicos comuniquem a secretaria o mais rápido possível.
Sintomas - Os primeiros sintomas do sarampo são febre, mal-estar, tosse e coriza, e podem ser confundidos com um quadro gripal. Depois aparecem conjuntivite (inflamação ocular) e manchas avermelhadas na pele. O contágio se dá até sete dias após o aparecimento dos sintomas. Como a doença é altamente contagiosa, é importante que a pessoa infectada seja isolada o mais cedo possível.
O contágio acontece através de gotículas de saliva e muco por meio da tosse, espirro e respiração. Por isso é importante evitar locais fechados. A recuperação pode levar até 15 dias, período em que a pessoa deve ficar afastada do trabalho ou da escola.
O mais preocupante para a Secretaria é que nos surtos de Santa Catarina, São Paulo e Foz do Iguaçu a maioria dos infectados eram adultos e, nestes casos - assim como nos que atingem menores de um ano - a doença aparece de forma mais intensa. Segundo Baracho, a doença é provocada por vírus e portanto não existe tratamento, só repouso e medicamentos sintomáticos que aliviam a febre, dores no corpo e mal-estar. O importante é que o diagnóstico seja feito precocemente.

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