Curitiba monta barreira contra sarampo
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terça-feira, 22 de julho de 1997
Curitiba 
Luiz Costa/SMCSPrevençãoVacina tríplice garante imunidade ao sarampo e está disponível nos postosO surto de sarampo registrado em Foz do Iguaçu levou a Secretaria da Saúde de Curitiba a montar uma estratégia de alerta para barrar a doença em Curitiba. Em Foz do Iguaçu, de maio até junho foram confirmados 16 casos, e outros 27 estão sendo investigados. Vamos adotar ações de vigilância epidemiológica que incluem a investigação com coleta de sorologia, bloqueio de contatos e vacinação de todas as pessoas que estiverem no convívio direto do infectado e que não tenham sido imunizadas, explica o secretário municipal da Saúde, João Carlos Baracho. O mesmo trabalho foi realizado nos últimos dois meses quando verificado surtos em São Paulo e Santa Catarina.
O secretário explica que o trabalho da vigilância é importante para que se evite o aparecimento da doença na cidade. O último caso da doença registrado em Curitiba aconteceu em 1993. O efetivo controle da doença, segundo Baracho, deve-se ao intenso trabalho da Secretaria nas campanhas de vacinação. O surto acontece mais facilmente em regiões com baixa cobertura vacinal ou constante ocorrência de casos. Felizmente, aqui não temos nenhum desses problemas, tranquiliza o secretário.
O alerta da secretaria é de que, na presença de qualquer sintoma suspeito da doença, os médicos comuniquem a secretaria o mais rápido possível.
Sintomas - Os primeiros sintomas do sarampo são febre, mal-estar, tosse e coriza, e podem ser confundidos com um quadro gripal. Depois aparecem conjuntivite (inflamação ocular) e manchas avermelhadas na pele. O contágio se dá até sete dias após o aparecimento dos sintomas. Como a doença é altamente contagiosa, é importante que a pessoa infectada seja isolada o mais cedo possível.
O contágio acontece através de gotículas de saliva e muco por meio da tosse, espirro e respiração. Por isso é importante evitar locais fechados. A recuperação pode levar até 15 dias, período em que a pessoa deve ficar afastada do trabalho ou da escola.
O mais preocupante para a Secretaria é que nos surtos de Santa Catarina, São Paulo e Foz do Iguaçu a maioria dos infectados eram adultos e, nestes casos - assim como nos que atingem menores de um ano - a doença aparece de forma mais intensa. Segundo Baracho, a doença é provocada por vírus e portanto não existe tratamento, só repouso e medicamentos sintomáticos que aliviam a febre, dores no corpo e mal-estar. O importante é que o diagnóstico seja feito precocemente.


