O trânsito curitibano já registrou neste ano mais de 945 atropelamentos, ocorridos principalmente em regiões de grande circulação de veículos. Segundo cálculos do Batalhão de Trânsito (BPTran), a média de atropelamentos é de um por dia - número alto se comparado ao de outras cidades brasileiras.
Para o comandante do BPTran, Nélson Carnieri, a responsabilidade pelos atropelamentos deve ser dividida entre motoristas e pedestres. ‘‘É difícil saber quem está com a razão ou quem foi o mais descuidado’’, afirma. Ele acredita que muitas vezes os acidentes ocorrem porque os pedestres não respeitam o limite das calçadas. ‘‘‘É comum ver as pessoas avançando sobre os carros’’.
Identificar culpados em casos de atropelamento ainda é um tema tão delicado no Brasil que até mesmo a segunda etapa da campanha Cidadão em Trânsito, promovida pela prefeitura de Curitiba, foi alterada. A campanhapretendia identificar os pedestres descuidados com algum animal, como já acontece com os motoristas ‘antas’, ‘ratos’ e ‘ peruas’. A prefeitura desistiu da idéia, acreditando que a responsabilidade do pedestre nem sempre é clara o suficiente a ponto de merecer o apelido irônico.

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