Curitiba já tem sua Associação das Vítimas do Barulho
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terça-feira, 18 de novembro de 1997
Curitiba 
Arquivo Folha
Albari Rosa
RuídoMoradores de locais próximos a casas noturnas reclamam do barulho fora de hora em Curitiba. Segundo a advogada da associação, Elcely Franklin (foto inferior), já foi solicitado a diversos órgãos oficiais a cassação do alvará de estabelecimentos que não respeitam a legislação, sem resultados
Pessoas incomodadas com a poluição sonora provocada por bares e e boates da cidade resolveram se unir para combater o problema e criaram a Associação das Vítimas do Barulho e de Outros Distúrbios da Ordem Pública.
Semana passada representantes da associação foram até a Câmara Municipal de Curitiba pedir providências aos vereadores.
Segundo a advogada da entidade, Elcely Franklin, os moradores já solicitaram a diversos órgãos oficiais a cassação do alvará de estabelecimentos que não respeitam a legislação, mas até agora não foram atendidos. Entre os órgãos alertados, estão as secretarias de Urbanismo e Segurança, a Prefeitura de Curitiba e a Delegacia de Ordem Social, entre outros.
Durante a visita à Câmara, os representantes da associação colocaram no chão do plenário uma fila de oito metros formada por ofícios enviados a diversos departamentos e secretarias municipais, todos reclamando do barulho provocado pelos estabelecimentos.
Para o vereador Mário Celso (PFL), a maior dificuldade é a falta de fiscalização rigorosa dos estabelecimentos. Ele lembra que a Lei do Silêncio, em vigor desde 1995, já estabelece normas sobre a poluição sonora e punições para os estabelecimentos. A lei já é completa, mas temos que exigir que os proprietários a cumpram, disse.
Outro problema apontado pela associação é a conivência da fiscalização da prefeitura com proprietários de estabelecimentos que violam as regras sobre controle do ruído. Integrantes da associação denunciam que bares ou boates são avisados sobre o dia e horário da fiscalização e, com isso, abaixam o volume da música e cumprem as normas apenas no momento em que os fiscais chegam.
Para tentar solucionar o problema, os vereadores se comprometeram a criar uma comissão e convocar representantes dos órgãos municipais e dos moradores para discutir.
Uma das propostas é a exigência de paredes e janelas com isolamento acústico e o controle do volume de aparelhos de som e da música ao vivo. Se alguma providência não for tomada, o próximo passo será entrar na Justiça, disse o administrador de empresas Álvaro Camargo, morador do bairro São Francisco e integrante da associação.
Os interessados em manter contato com a Associação das Vítimas do Barulho ou fazer denúncias podem ligar para o telefone (041) 232-6066.


