Curitiba ganha Centro de Tratamento de Feridas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 03 de julho de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba Começou a funcionar, ontem, no Hospital Universitário Cajuru da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em Curitiba, o Centro de Tratamento de Feridas (CTF). A unidade funciona nas dependências do pronto atendimento do hospital e, a princípio, atenderá pacientes particulares e de convênios que necessitem de tratamento especializado, por indicação médica, em todas as especialidades.
De acordo com a enfermeira e coordenadora do CTF, Bernadete Olesczuk, a unidade atenderá principalmente pessoas com feridas agudas e crônicas. É o caso de pacientes com diabetes, que desenvolvem pé-diabetes, uma ferida no pé de difícil tratamento, uma vez que a pessoa diabética tem problemas de cicatrização.
Outros casos de feridas crônicas, segundo ela, são úlcera venosa, uma lesão nas pernas que aparece em pessoas com problemas de circulação; úlcera de pressão, comum em pacientes que permanecem muito tempo acamados; feridas em pessoas que fazem enxerto de pele; e lesões em pacientes de pós-trauma, que passaram por procedimentos como a traquestomia e coloscopia, por exemplo.
''Esses tratamentos, de certa forma, já são feitos, mas muitas vezes sem o material certo e sem gente especializada. Há casos, por exemplo, de indicação de amputação para pé-diabéticos porque a ferida não fecha nunca'', explica. O hospital não tem números, mas ela calcula que cerca de 5% dos pacientes vítimas de trauma permaneçam no hospital após o restabelecimento para cuidar de feridas geradas durante o tratamento, ou que têm alta mas acabam voltando por problemas de lesões cutâneas.
Ela ressalta, ainda, que os pacientes internados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no hospital já recebem esse tratamento especializado. A médio prazo, um dos objetivos do serviço é conseguir ''desospitalizar'' esses pacientes. O CTF no Hospital Cajuru foi implantado em convênio com a Johnson & Johnson, que contribuiu com o treinamento de uma equipe de 16 enfermeiros e indicação dos materiais corretos a serem utilizados em cada caso.
Segundo o gerente Ricardo Morais, a empresa também desenvolveu um software que ajudará o hospital a ter um controle epidemiológico, diagnosticando número de pacientes e causas das feridas crônicas.
O CTF do Cajuru atenderá inicialmente até oito pacientes por dia, com possibilidades de aumentar a equipe, caso necessário. O horário de funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas, e o agendamento dos pacientes deve ser feito pelo telefone (41) 3271-3007.


