Curitiba fica vazia no feriado prolongado
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sexta-feira, 03 de novembro de 2000
Katia Michelle De Curitiba 
Nem chuva, nem sol. Nem movimentado, nem tranquilo. Os curitibanos que ficaram na cidade ontem (dia útil perdido entre um feriado e um final de semana) encontraram um cenário estagnado. No comércio, o movimento foi considerado fraco pelos lojistas. Nas ruas, o ambiente também não era animador. Os taxistas, por exemplo, estavam desolados e ao contrário da expectativa de muitos para que o sol aparecesse esperavam chuva para que fossem mais procurados.
Todo feriado é a mesma coisa: o movimento despenca, reclama o taxista João Ribeiro, que está há 22 anos no ramo. Ele conta que, durante todo dia de ontem, fez apenas cinco corridas, quando o normal é pelo menos 15. Para Reinaldo dos Remédios, que trabalha há sete anos como taxista, o movimento só deve melhorar no domingo, quando os curitibanos estarão retornando à cidade.
Muita gente, no entanto, resolveu tirar proveito desse marasmo. A estudante Maria Daniele Gomes não gosta de viajar nos feriados e prefere fugir do tráfego intenso registrado nas estradas nessa época. Por isso, diz, opta por ficar em Curitiba e aproveitar os parques para passear com a família. Se chover, vamos ao shopping, pondera.
Já nos shopping centers o maior movimento era no cinemas. Mesmo assim ficou abaixo do esperado, avalia o gerente do Shopping Crystal, José Alberto de Camargo. Mas há quem discorde que essa falta de movimentação seja considerada ruim. Curitiba oferece opções para quem quer ficar na cidade no feriado. É melhor do que ir para o Litoral, que está sem infra-estrutura para atender os veranistas, enfatiza a dona de casa Heloísa Massignan.
O Litoral, porém, continua sendo a opção mais procurada. De acordo com a concessionária Ecovia, quase 15 mil carros se deslocaram na BR-277, sentido Paranaguá, na quinta-feira. As polícias rodoviárias Estadual e Federal não registraram até o final da tarde de ontem nenhum acidente grave nas estradas.


