Curitiba faz coleta de lixo tóxico
A separação do lixo tóxico domiciliar é uma das prioridades do Departamento de Limpeza Pública de Curitiba. A cidade é a única do País que tem este serviço implantado e funcionando com periodicidade. Segundo o diretor Nelson Xavier Paes, desde o início do programa, em setembro do ano passado, já foram coletadas sete toneladas de lixo tóxico. Todo o material é encaminhado para a Central de Tratamento de Resíduos da prefeitura, que fica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). ‘‘O lixo tóxico é tratado para que não possa oferecer qualquer tipo de risco à população’’, afirmou Paes, acrescentando que este material não é reciclável e recebe uma destinação especial.
A maior preocupação é com os males que estes resíduos podem provocar ao meio ambiente. ‘‘Quando lançado no meio ambiente, o lixo tóxico pode contaminar rios e lagos, além de prejudicar a qualidade do ar’’, argumentou ele. Na Europa as próprias empresas fabricantes são responsáveis pelos resíduos de seus produtos, mesmo depois de consumidos. Esta legislação, contudo, não existe no Brasil.
Entre os materiais que devem ser separados para serem entregues aos caminhões específicos de lixo tóxico estão os remédios com data de validade vencida, baterias de celular, solventes e restos de tinta. O caminhão de coleta de especial domiciliar fica parado em terminais de ônibus da cidade uma vez por mês. Ontem, o caminhão esteve no terminal do Pinheirinho, na periferia da cidade. ‘‘Apesar de ser uma coleta feita com menor regularidade, as pessoas têm colaborado’’, afirmou Paes. Para ter detalhes sobre o roteiro dos caminhões de coleta de lixo tóxico, a população poderá ligar para o telefone 338-8399.(L.P.)

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