Curitiba enfrenta surto de sarampo
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de julho de 1998
Mariela de Castro Santos 
Os casos de sarampo em Curitiba já chegam a 200 desde o início do ano, número que equivale ao registrado durante todo o ano passado. A incidência caracteriza um surto, segundo admite a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Eliane Maluf. O vírus do sarampo chegou ao Paraná em julho de 97, explica, e por isso houve um aumento no número de casos a partir do segundo semestre. Fazia três anos que o Paraná não registrava casos da doença.
A média mensal de novas ocorrências, no entanto, tem se mantido estável desde então, de acordo com Eliane Maluf. A doença tem acometido principalmente adultos, mas não houve nenhuma morte. A secretaria tem promovido o chamado bloqueio, fazendo vacinação maciça em locais onde houve pelo menos um caso da doença. Mesmo que haja somente uma suspeita, é aconselhável que seja comunicada à secretaria, para que possam ser tomadas providências que evitem a propagação, alerta Eliane. Segundo ela, se a pessoa doente tomar a vacina até três dias depois do contato, pode-se interromper o ciclo de contaminação.
Com o inverno, a permanência das pessoas em ambientes fechados é mais frequente, facilitando o contágio - que se dá pelas vias respiratórias. A vacinação de bloqueio foi realizada primeiro entre os profissionais da área de saúde e estudantes de universidades e cursinhos.
A vacina contra o sarampo é normalmente ministrada às crianças aos nove meses de idade e repetida aos 15 meses, com a tríplice viral.


