Os casos de sarampo em Curitiba já chegam a 200 desde o início do ano, número que equivale ao registrado durante todo o ano passado. A incidência caracteriza um surto, segundo admite a diretora do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Eliane Maluf. ‘‘O vírus do sarampo chegou ao Paraná em julho de 97’’, explica, ‘‘e por isso houve um aumento no número de casos a partir do segundo semestre’’. Fazia três anos que o Paraná não registrava casos da doença.
A média mensal de novas ocorrências, no entanto, tem se mantido estável desde então, de acordo com Eliane Maluf. A doença tem acometido principalmente adultos, mas não houve nenhuma morte. A secretaria tem promovido o chamado bloqueio, fazendo vacinação maciça em locais onde houve pelo menos um caso da doença. ‘‘Mesmo que haja somente uma suspeita, é aconselhável que seja comunicada à secretaria, para que possam ser tomadas providências que evitem a propagação’’, alerta Eliane. Segundo ela, se a pessoa doente tomar a vacina até três dias depois do contato, pode-se interromper o ciclo de contaminação.
Com o inverno, a permanência das pessoas em ambientes fechados é mais frequente, facilitando o contágio - que se dá pelas vias respiratórias. A vacinação de bloqueio foi realizada primeiro entre os profissionais da área de saúde e estudantes de universidades e cursinhos.
A vacina contra o sarampo é normalmente ministrada às crianças aos nove meses de idade e repetida aos 15 meses, com a tríplice viral.

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