Curitiba e região metropolitana terão que conviver com a falta d'água até o final do ano. A Sanepar admitiu ontem um déficit de 15% na produção para abastecer os municípios nesse período de consumo elevado. Algumas regiões de Curitiba já estão ficando desabastecidas durante o dia. A expectativa da empresa é de que muita gente saia da cidade depois do Natal e o consumo diminua, garantindo uma folga para o sistema de abastecimento.

Para tentar manter equilíbrio entre produção e demanda, a Sanepar iniciou ontem uma campanha na televisão, pedindo economia de água. ''O objetivo é informar à população sobre o déficit de produção, mas ao mesmo tempo esclarecer que a falta d'água está com os dias contados'', alegou o gerente de Distribuição da Sanepar, Celso Luis Thomaz. O problema atinge, além de Curitiba, os municípios de Pinhais, São José dos Pinhais e parte de Colombo. ''Os desabastecimentos acontecem em períodos curtos de 6 a 8 horas'', disse o gerente. ''Mas dependendo do clima e da economia por parte da população, podem ser de maior ou menor intensidade'', completou.

Thomaz argumentou que a solução só virá com a entrada em operação da Estação de Tratamento de Água (ETA) Iraí, prevista para meados de fevereiro de 2002. A unidade que, segundo ele, já está em fase de testes, deve começar produzindo de 800 a 1 mil litros por segundo. Thomaz garantiu que esse volume já seria suficiente para atender a demanda da Região Metropolitana de Curitiba mesmo nos dias de consumo elevado.

Até o final do próximo ano, a produção da ETA Iraí deve chegar a 4,2 mil litros por segundo. Thomaz explicou que o aumento da capacidade produtiva será gradativo. Quando puder suprir a demanda atual, a ETA Tarumã, que produz 1,2 mil litros por segundo, será desativada. Ou seja, o incremento efetivo na produção de água para a Região Metropolitana de Curitiba deverá ser de 3 mil litros por segundo.

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