Curitiba - A tarifa de ônibus em Curitiba e municípios da Região Metropolitana integrados ao sistema de transporte coletivo vai custar 7,14% mais caro a partir da zero hora deste domingo, passando de R$ 1,40 para R$ 1,50. Nas linhas circulares, a passagem do ônibus sobe de R$ 0,70 para R$ 0,75. Segundo a Urbs, gerenciadora do transporte em Curitiba, o aumento é consequência da alta do preço do óleo diesel.
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O combustível foi reajustado em 20,5% no início da semana o quinto aumento do ano e acumula variação de 61,88% de fevereiro até agora. As tarifas acumulam reajuste de 20%, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Os aumentos repassados anteriormente foram de 8% em fevereiro, quando a tarifa subiu de R$ 1,25 para R$ 1,35, e de 3,7% em julho, passando para R$ 1,40. O reajuste dos salários no período variou entre 6% e 9%.
O diretor de Transportes da Urbs, Euclides Rovani, disse que com o aumento do diesel, o peso do combustível na planilha de custos operacionais passou de 19,97% para 24,77%. Ou seja, R$ 0,38 da tarifa correspondem ao custo do diesel. ''O aumento na tarifa repõe exclusivamente a alta do diesel'', alegou Rovani.
Segundo a Urbs, o combustível é o segundo componente que mais pesa no preço da tarifa. Os custos de pessoal estão no topo da planilha, representando 44,92% da composição do preço final da passagem.
Rovani não quis comentar a situação de Curitiba em relação às demais capitais no que diz respeito ao valor da tarifa de ônibus. ''Não dá para comparar o sistema de Curitiba com outros estados, uma vez que aqui o passageiro percorre até 70 quilômetros, de um município a outro, pagando uma única tarifa'' - argumentou.
De acordo com o Dieese, a tarifa de ônibus em Curitiba acumula uma variação de 275% desde o início do Plano Real (julho de 1994), a quarta maior entre as capitais brasileiras. Já o índice inflacionário no mesmo período, medido pelo Dieese, foi de 135% para os consumidores e de 170% para o atacado em geral, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A passagem de ônibus também ficou acima da variação do salário mínimo, que teve reajuste de 209%. Com o salário mínimo, em julho de 1994 era possível comprar 162 passagens, enquanto agora o trabalhador conseguirá adquirir 133 passagens.
A queda de 21,89% no Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK), segundo o Dieese, foi a principal causa do aumento na tarifa de ônibus de outubro de 1997 a julho de 2001.

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