Curitiba e Colombo dividem
público com festas da uva
Mauro FrassonVestidos com trajes típicos, moradores de Santa Felicidade esperam receber 40 mil visitantesRealizada tradicionalmente no segundo final de semana de fevereiro no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, a Festa da Uva chega a sua 42ª edição tendo que dividir seu público com outro evento que comemora a época da colheita da fruta típica italiana: a 41ª Festa da Uva de Colombo, na região metropolitana. Ambas tiveram início ontem à noite e estendem-se até domingo, oferecendo ao público toneladas de massa, muitos litros de vinho e apresentações diversas.
Os organizadores das festividades não gostaram da coincidência das datas. Mesmo assim, apostam num grande número de visitantes durante todo o final de semana. Está prevista a presença de cerca de 200 mil pessoas no Parque Municipal da Uva, em Colombo. Já no Bosque São Cristóvão, em Santa Felicidade, estão sendo esperados perto de 40 mil visitantes.
‘‘É claro que seria melhor se as festas fossem realizadas em dias diferentes. Mas acredito que há espaço para todos’’, diz o secretário da agricultura de Colombo, Antônio Ricardo Milgioranasa. Ele explica que, ao contrário dos anos anteriores, dessa vez as uvas da região não estavam maduras para serem colhidas na primeira semana do mês.
O presidente da comissão organizadora do evento de Santa Felicidade, Germano Francischini, que há 20 anos trabalha nos preparativos da festa, disse que tentou evitar com que as comemorações acontecessem simultaneamente. ‘‘A data deles varia. Nós sempre iniciamos na segunda sexta-feira de fevereiro. E fazemos de tudo para manter a tradição, mesmo tendo que importar as frutas de outros estados’’, diz Germano, contando que o Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os principais fornecedores dos 50 mil quilos de uva levados à festa. Isso porque chuvas, granizo e geada destruíram grande parte das parreiras da região.
Milgioranasa afirma que, apesar da produção na região der caído em 30%, todas as uvas da festa de Colombo foram colhidas de parreirais do município. ‘‘Nós temos uma produção grande. Muito maior do que a de Santa Felicidade. Por isso a queda não afeta a festa.’’ (M.M.)

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