Curitiba - A chuva de granizo e os fortes ventos que atingiram Curitiba e Região Metropolitana na tarde de anteontem, por cerca de 40 minutos, deixaram um saldo trágico no trânsito, com 53 acidentes, 26 feridos e uma morte.
O adolescente Carlos Henrique Conumello da Costa, de 16 anos, também foi vítima do temporal. Ele caiu durante a chuva em um córrego, no bairro Campo Comprido, e foi arrastado pela correnteza. Seu corpo só foi encontrado ontem, no início da tarde.
Ao todo, a Defesa Civil recebeu 250 solicitações de atendimento na região. A Guarda Municipal de Curitiba teve que disponibilizar 50 homens em 30 viaturas para auxiliar a Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
O dia ontem foi de avaliação dos prejuízos e limpeza. Várias equipes do Meio Ambiente passaram o dia cortando e retirando árvores caídas, que ofereciam riscos à população. No Bom Retiro, 18 caminhões da prefeitura tiveram que ser utilizados para retirar gelo e árvores caídas.
A Diretoria de Trânsito (Diretran) de Curitiba teve que antecipar, ontem, o horário de entrada no serviço de 42 agentes, às 4 horas, para ajudar no controle do tráfego que ainda estava caótico, com vários semáforos desligados por volta das 12 horas.
A Escola Municipal Inês Marques, no Cajuru, foi obrigada a antecipar, em cinco dias, as férias por causa dos estragos causados pela chuva. O destelhamento da escola prejudicou o funcionamento do prédio. Várias outras escolas e creches ficaram alagadas e tiveram que suspender as aulas ontem e devem retomar o funcionamento normal somente hoje. Engenheiros do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) passaram o dia visitando as escolas atingidas pelo temporal. A Fundepar deve começar hoje a contratar os serviços em caráter de emergênca para restaurar as escolas atingidas pela chuva.
Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), duranto o temporal a empresa atendeu 550 chamadas de emergência somente em Curitiba. Até a manhã de ontem, a Copel só havia conseguido atender 51 ocorrências. Até as 16 horas de ontem, a Copel havia substituído 11 postes quebrados, reconstituído mais de 100 vãos de rede elétrica e substituído três transformadores queimados por raios. Ontem à tarde, havia ainda 40 pontos da cidade sem luz, mas a expectativa era que a situação estivesse normalizada até de noite.
Sem energia, geradores e bombas usados para o abastecimento de água também foram atingidos. Mas a Sanepar acreditava que, com a normalização da rede elétrica pela Copel, até o fim da tarde o abastecimento de água também estaria normal. A falta de energia também provocou interrupção nos serviços telefônicos. A maior parte das linhas foram restabelecidas na tarde de ontem, restando cerca 1,5 mil aparelhos mudos, instalados principalmente nos bairros onde a chuva foi mais forte, como Santo Inácio, Orleans, Mercês, Santa Felicidade e Pilarzinho. FN62>(Colaboraram Katia Michele Pires e Maigue Gueths)

mockup