Curitiba - A Secretaria Municipal de Saúde vai intensifificar os trabalhos de combate ao mosquito transmissor da dengue em Curitiba. A medida foi tomada depois que foram confirmados na cidade dois casos autóctones, ou seja, adquiridos na cidade de origem do doente. Essa é a primeira vez que a Capital registra casos autóctones da dengue. Segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde, na última terça-feira, estavam confirmados 120 casos da doença em Curitiba, 109 deles importados, ou seja, adquiridos em outras cidades e 11 de origem ignorada.
O secretário municipal da Saúde, Michele Caputo Neto, classificou os dois casos inéditos como ‘‘isolados’’. Ainda assim, informou que a secretaria vai aumentar de 780 para 1,2 mil o número de agentes que trabalham na identificação dos focos do mosquito Aedes aegypti na cidade. Os agentes que trabalham diretamente na eliminação do mosquito também vão ganhar reforço. Segundo o secretário, cerca de 100 pessoas vão passar a trabalhar nesse setor. Atualmente são cerca de 70 agentes. A medida deve vigorar até junho, quando se espera que as temperaturas fiquem mais amenas, evitando assim, naturalmente, a proliferação do mosquito.
Mas Michele Neto alerta que os ovos do mosquito podem durar até um ano, por isso ele reforça que a participação da população no combate aos criadouros é imprescindível. ‘‘Estamos alertando principalmente os caminhoneiros’’, disse. Isso porque o secretario atribui os dois casos da doença em Curitiba ao intenso fluxo de veículos e pessoas na cidade, principalmente em época de transporte da soja.
As duas vítimas trabalham em uma empresa que comercializa produtos comprados em outros estados, fato que, para o secretário municipal da Saúde pode ter alguma relação com a contaminação. ‘‘A mercadoria vem principalmente de Minas Gerais e do Espírito Santo, e o mosquito que as contaminou pode ter vindo junto’’, afirmou Caputo. A mesma situação pode ter acontecido com um mosquito da dengue encontrado recentemente na Rodoferroviária de Curitiba. O mosquito caiu em uma ‘‘armadilha’’ montada pelos agentes da secretaria e pode ter vindo em algum ônibus.

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