Curitiba começa em setembro a testar biodiesel nos ônibus
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terça-feira, 05 de agosto de 1997
Curitiba 
Arquivo FolhaBiodiesel será testado em 20 ônibus metropolitanos a partir de setembroA Urbs inicia em setembro os testes com o biodiesel, combustível que incorpora 20% de óleo vegetal ao óleo diesel comum e reduz a poluição ambiental. O produto será utilizado em 20 ônibus metropolitanos, cinco deles ligeirinhos da linha Maracanã-CIC. Durante três meses, os veículos pertencentes a Auto Viação Santo Antônio serão abastecidos com o biodiesel para cumprir seus itinerários normais, somando um trajeto total de 450 mil quilômetros.
O biodiesel que será testado em Curitiba também passará por uma avaliação em São Paulo. O produto que virá para as duas cidades está sendo doado pela American Soybean Association (ASA). No caso da experiência brasileira, a intenção é estudar o desempenho dos ônibus abastecidos com combustível derivado do óleo vegetal, mais especificamente de soja. Estamos aguardando apenas a chegada dos 37,5 mil litros do biodiesel feito à base de soja para podermos iniciar os testes, informa o presidente da Urbs, Fric Kerin. Assim que estiver no Brasil, o produto - que é resultante da purificação de óleo vegetal ou animal feito por metanol ou etanol - será diluído em óleo diesel comum, totalizando 187,5 mil litros da mistura denominada B20.
Vantagens - Em razão das vantagens do combustível alternativo, Kerin define o teste com o biodiesel como estratégico. Para o presidente da Urbs, além da redução dos índices de poluição ambiental, da menor emissão de partículas e gases tóxicos e das facilidades de adaptação ao motor dos ônibus, a adoção deste tipo de combustível pode resultar, no futuro, em substancial economia para o País, com a redução dos volumes de importação de pretróleo. Em média, o biodiesel produz cerca de 40% menos componentes de escape (fumaça, enxofre, partículas sólidas) do que o diesel comum.
O diretor de Operações da Urbs, Euclides Rovani, adianta que a experiência de cidades americanas como Boston, Saint Louis e Chicago comprova as vantagens citadas por Kerin. Mais ainda: revelam a validade de se testar, no Brasil, combustíveis alternativos ao diesel. Rovani esclarece que a frota de teste não vai necessitar de qualquer adaptação nos motores.


