Curitiba coletou 10 toneladas de lixo
Maigue Gueths
De Curitiba
Desde que iniciou a coleta de lixo tóxico domiciliar, em setembro de 1998, a Prefeitura de Curitiba coletou 10,5 toneladas de resíduos, uma média de 2,1 toneladas ao mês. Com um programa inédito no País, o Setor de Limpeza Pública considera satisfatória a participação da população, mas não descarta a possibilidade de instalar recipientes fixos para a coleta, que permitiria a entrega de resíduos em qualquer momento, sem necessidade de se submeter a um calendário prévio.
Estamos estudando a instalação de pontos fixos de coleta, mas é necessária toda segurança para que as pessoas não possam pegar os resíduos de volta, diz o diretor de Limpeza Pública, Nelson Xavier Paes. O programa prevê a coleta de pilhas, baterias, remédios contaminados, lâmpadas fluorescentes, tintas, inseticidas e outros resíduos contaminantes, de segunda a sábado, em 23 terminais de ônibus e Ruas da Cidadania. Um caminhão, parecido com o do Lixo que não é Lixo, permanece estacionado uma vez por mês em cada local, das 7 às 15 horas, recebendo as coletas.
O farmacêutico Geonísio Marinho, dono de uma farmácia em Santa Terezinha, em Pontal do Sul, entregou ontem, no Terminal do Campina do Siqueira, em Curitiba, três quilos de remédios vencidos. Estamos tentando que as indústrias passem a se responsabilizar pelos resíduos, porque nos outros municípios, que não têm programa de coleta, os farmacêuticos jogam os remédios no lixo mesmo, contaminando o meio ambiente, diz ele, que é presidente do Sindicato das Farmácias no Paraná. Segundo Marinho, as 66 mil farmácias do Brasil perdem cada uma cerca de R$ 200,00 em remédios vencidos mensalmente.
Até agora, o maior volume coletado foi de latas de tinta (2,5 toneladas), seguido por remédios vencidos (2,3 toneladas) e lâmpadas fluorescentes (2 toneladas). Todo material é encaminhado à Central de Tratamento de Resíduos Industriais, na Cidade Industrial de Curitiba, que dá um destino a cada item: pilhas e medicamentos são encapsulados com cimento e areia que evitam vazamentos e colocados em valas com manta; lâmpadas fluorescentes têm o mercúrio extraído por empresa especializada; bateria de celular é enviada às empresas para reciclagem; restos de tintas são doados a entidades sociais.





