Há um mês em Curitiba, a rede Magazine Luiza teve ontem um público em torno de 20 mil compradores nas três lojas da cidade, das 5 às 11 horas da manhã. Oficialmente esse era o prazo para atendimento ao público, mas às 11h30 as portas ainda se encontravam abertas devido ao movimento. A ordem era atender a freguesia até perto do meio-dia.
As filas começaram à meia-noite de sexta-feira, segundo Antonio Eustáquio, gerente da principal filial de Curitiba. Às 5 horas cerca de 100 pessoas já aguardavam na porta da loja. Para evitar tumultos foram distribuídas senhas; a princípio entravam dez pessoas de cada vez.
Os produtos mais em conta, como panelas de pressão a R$ 9,80, desapareceram rapidamente. Foram colocadas 100 peças em cada loja. A dona de casa Neide Kassab foi até o Magazine Luiza para comprar a panela e um rádio-relógio, que custava R$ 13,00.
Chegou tarde: às 8h30 não tinha nem vestígios dos dois itens. Contentou-se em levar para casa uma tábua de passar roupa por R$ 14,90 e um jogo de jantar da marca Tacto, com 20 peças, por R$ 10,00. Houve erro de digitação no preço. ‘‘Custava R$ 45,00. Bati o pé com o gerente e vou levando’’, contou.
Embora a fila tenha dobrado o quarteirão, ainda assim as vendas ocorreram sem transtornos, disse Eustáquio. Dois policiais militares e quatro seguranças por loja trabalharam sem problemas. ‘‘Curitiba é capital de pessoas civilizadas’’, elogiou o gerente, há 23 anos funcionário da rede, que veio da matriz, em Franca (SP), para Curitiba. Sem quantificar quantas peças foram colocadas à venda - alguns milhares de unidades - ele garantiu que praticamente tudo foi vendido.

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