Curitiba aguarda até dia 13
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segunda-feira, 04 de setembro de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Os servidores do sistema penitenciário de Curitiba e região metropolitana só decidem se entram em greve no próximo dia 13 quando a categoria promove assembléia para discutir os avanços da pauta de reivindicações enviada ao governo do Estado.
A paralisação de dois dias deflagrada ontem em Londrina pode desencadear uma nova paralisação dos funncionários que trabalham no Presídio do Ahú, em Curitiba, e na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. As duas unidades concentram 1,1 mil trabalhadores, cerca de 90% da categoria no Estado.
O secretário-geral do Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Paraná, Rene Pereira de Castro, diz que a categoria continua em estado de greve desde o último movimento, que interrompeu as atividades entre os dias 31 de maio e 16 de junho.
A categoria só deve optar pela greve depois de resposta do governo sobre a lista de pedidos. Os servidores querem garantia das gratificações na aposentadoria, aposentadoria especial e o restabelecimento da porcentagem de gratificação por local de trabalho, que era de 150% e baixou para 130%.
Rene de Castro diz que, por enquanto, não há avanços, pois a autorização não depende só da Secretaria da Justiça, onde os servidores são subordinados. A situação é morosa pois envolve a questão financeira, que depende da Secretaria da Fazenda. A princípio, acreditamos que tudo iria ser resolvido o mais rápido possível, mas estão tentando ganhar tempo, dizendo que as reivindicações estão sendo estudadas, comenta o secretário do sindicato.


