Em Curitiba, a solução encontrada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) foi a composição do petit pavé com outros materiais, como o paver. Na calçada da Avenida Marechal Deodoro, assim como nas calçadas de algumas ruas do Centro e no Paço Municipal, os mosaicos foram mantidos em apenas uma faixa. Na outra, de maior circulação de pessoas, o pavimento foi feito com os blocos de concreto, como forma de atender a legislação, que exige condições de acessibilidade. ''Este é um tipo de composição que tem dado certo'', afirma a assessora de projetos do Ippuc, Célia Bim.
A arquiteta ressalta, porém, que nem sempre esta saída é possível. ''Alguns mosaicos contêm desenhos que têm que ser mantidos na íntegra. Um pinheiro, por exemplo, não pode ser dividido ao meio. Outras áreas não aceitam interferência, como o Calçadão da Rua XV, que é tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado'', observa.
Outra providência que vem sendo tomada na Capital é em relação à manutenção. ''Estamos tentando junto à Secretaria de Obras que seja formada uma equipe especializada neste trabalho, além de cobrarmos das concessionárias (como Sanepar, Copel e empresas de telefonia) que tenham profissionais com capacitação para recolocar as pedras, ao final das obras. São formas de conseguirmos manter os mosaicos em locais onde este tipo de piso é adequado, seja pela paisagem urbana, por ser um referencial urbano ou por tratar-se de patrimônio tombado.'' (S. L.)

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