Curitiba Os vales-transportes de metal estão com os dias contados em Curitiba. A partir de amanhã, a prefeitura inicia a implantação da bilhetagem eletrônica em toda a Rede Integrada de Transporte (RIT) de Curitiba e Região Metropolitana. Os vales de metal serão aceitos até 17 de setembro, mas não serão mais comercializados. Vales de papel serão utilizados durante a transição dos sistemas, que deve ser concluída em novembro.
A Urbs (empresa que gerencia o transporte em Curitiba) está investindo cerca de R$ 7 milhões no novo sistema. O usuário vai ter um cartão eletrônico (com uma carga de passagens), semelhante ao que é utilizado atualmente pelos idosos. O usuário passa o cartão na catraca eletrônica dos ônibus ou terminais e tem o acesso liberado. A cada acesso é descontado um crédito do cartão. A durabilidade do cartão é de cerca de cinco anos e a primeira via será gratuita. Não há previsão de aumento da tarifa para custear o sistema.
Os usuários que recebem vale-transporte na empresa que trabalham também vão receber dessa forma os cartões eletrônicos. A empresa deverá mandar o cadastro dos funcionários quando a Urbs solicitar e será responsável por pagar a recarga dos cartões. De acordo com a presidente da Urbs, Yára Eisenbach, a prefeitura fará uma ampla divulgação do novo sistema.
As pessoas físicas que adquirem vale-transporte têm bastante tempo para se enquadrar no novo sistema, explicou Yára. A partir de amanhã, será vendido um vale de papel. ''Na medida em que as pessoas tenham disponibilidade para trazer os documentos necessários e fazer o cadastro, podem vir à Urbs'', afirmou. Cada cartão será numerado e contará com o CPF do usuário. A prefeitura colocou dois telefones à disposição para esclarecer dúvidas: (41) 320-3343 e 320-3352.
''As pessoas que usam o transporte apenas de vez em quando ou que vêm de fora visitar a cidade não precisam fazer o cartão. Podem pagar com dinheiro'', explicou Yára. A RIT tem cerca de 300 mil usuários. Desse total, cerca de 150 mil já utilizam o cartão eletrônico.
A prefeitura espera diminuir o número de assaltos nos ônibus. Segundo a presidente da Urbs, são registrados 20 assaltos em média por dia útil. ''O comércio recebia a ficha com deságio, prejudicando o usuário, que por sua vez usava o vale para colocar gasolina no carro, comprar jornal e até mesmo bebidas alcólicas no bar'', observou. Para ela, os comerciantes não vão ter interesse em usar o vale-papel porque ele terá duração de apenas um mês e não terão como aceitar o cartão eletrônico.

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