Cúpulas das polícias Civil e Militar já estão definidas
Se o nome do secretário de Estado de Segurança Pública ainda é um mistério guardado pelo governador Roberto Requião (PMDB), o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Adauto Abreu de Oliveira, anunciou ontem os nomes dos delegados que vão assumir pontos-chave na cúpula da polícia no Estado (veja quadro nesta página). Segundo o delegado-geral, ao contrário do que aconteceu em gestões anteriores, desta vez não houve ingerência política na indicação dos nomes para os cargos-chaves na área da segurança pública.
''Alguns são nomes conhecidos, outros são novos inclusive de delegados de segunda classe, uma novidade para estes postos , mas todos pensam como eu'', garantiu Oliveira. De acordo com ele, somando aos novos nomes nas subdivisões como é o caso de Londrina, com a coordenação do delegado Jurandir Gonçalves André , as nomeações buscam resgatar a imagem desgastada da Polícia Civil junto à população.
De acordo com o delegado-geral, não serão mais admitidos que policiais se envolvam em ilícitos. ''Na semana passada, o governador demitiu quatro policiais que já haviam sido investigados pela Corregedoria e cuja exclusão foi pedida no ano passado. Até a semana que vem, mais demissões ocorrerão'', garantiu. Segundo ele, outra medida que pretende tomar é a ''agilização do processo para limpar a casa''.
Na próxima semana, Abreu disse que uma reunião com delegados, promotores e outros segmentos da sociedade civil estará discutindo mudanças no Estatuto da Polícia Civil para agilizar essa ''limpeza'' nos quadros de pessoal. ''Todos serão punidos exemplarmente'', garantiu. Alguns casos antigos, porém, poderão ficar impunes. ''Infelizmente, a parte administrativa foi arquivada em gestões anteriores. Mas o processo continua na Justiça'', disse.
A interiorização da polícia é outra preocupação do delegado-geral. ''O interior ficou muito tempo esquecido. Estamos tentando minimizar isso. Já encaminhamos 56 policiais (22 delegados e 34 investigadores) para o interior e esta semana vai mais 10'', afirmou. Segundo ele, isso só foi possível com o remanejamento de pessoal.
Quase 40 dias depois de assumir, o governador Roberto Requião ainda está avaliando a situação da Secretaria de Segurança Pública do Estado, cargo que acumula desde sua posse. Segundo a assessoria de imprensa do governador, Requião não pretende anunciar o nome de um secretário até que os estudos sobre as ''medidas de limpeza da Polícia'' não estejam completos.





