O Sindicato Rural de Maringá recebeu ontem a primeira remessa de cupons-safra, que serão distribuídos para os produtores da região. Com os cupons, os motoristas que fazem o transporte de produtos agrícolas primários ficarão isentos do pagamento de pedágios. Em Maringá e região, a estimativa é que 40 mil cupons sejam distribuídos mensalmente até o final do ano.
Para adquirir os cupons, os produtores devem fazer um cálculo levando em consideração o número de eixos do caminhão que será usado para escoar a produção, o número de viagens por dia e quantas praças de pedágio existem no percurso previsto. Os cupons são diferenciados, para caminhões com dois eixos e três eixos. Os motoristas também podem adquirir os cupons diretamente no sindicato.
De acordo com o secretário-geral da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Vicente Barbosa Miranda, o cupom-safra vai amenizar os prejuízos que os produtores rurais terão com a cobrança do pedágio. Apesar disso, ele afirmou que a Faep continua em negociação com o governo do Estado para que os cupons também tenham validade para os pecuaristas e para que a isenção seja total. Atualmente, a isenção é de apenas 50%, já que os motoristas só deixam de pagar o pedágio quando estão com carga.
Para o presidente do Sindicato Rural de Mandaguaçu (16 km a noroeste de Maringá), Francisco Carlos do Nascimento, o cupom-safra é apenas uma ‘‘medida política’’. Ele critica a cobrança de pedágio dos motoristas que fazem o escoamento da safra e diz que a lista apresentada pela Faep dos produtos primários isentos de pedágio está incompleta.
Nascimento cita o exemplo do café beneficiado, que ficou fora da lista. O produtor que colhe café geralmente faz o beneficiamento na propriedade e, por isso, vai ter que entregar a mercadoria como sendo produto industrializado. ‘‘Não concordo porque industrializado é o café depois de moído. Na propriedade rural só é tirada a pele do café. No entanto, na lista da Faep só aparece como produto primário o café em coco’’.

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