Os 140 alunos da Escola Procopense de Assistência à Criança Excepcional (Epace/Apae) estão com a educação comprometida depois que o prédio da entidade foi interditado. A escola da Apae de Cornélio Procópio sofreu interdição em outubro do ano passado. As estruturas do prédio foram corroídas por cupins. Os alunos tiveram que ser transferidos para as dependências da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, e a mudança improvisada causa problemas para as crianças.
Desde dezembro de 1998, o 18º Batalhão da Polícia Militar iniciou uma campanha para angariar materiais de construção para recuperar o prédio. Mas ainda faltam verbas. Os pais querem atrair a atenção do governo e da comunidade para o problema.
‘‘Nossos filhos precisam da escola. Já pudemos perceber mudanças no comportamento deles, sem o local em que estão acostumados vir diariamente’’, reclamou a dona de casa Irene Kawano, 54 anos. ‘‘A gente contava com a escola, onde as crianças podiam passar horas felizes, em companhia dos professores. Isso não pode desaparecer’’, comentou a aposentada Terezinha Ramos de Biagi, 69 anos. Ela chegou a escrever uma carta de apelo à comunidade.
O presidente da Apae de Cornélio Procópio, Arlindo Roberto de Oliveira, 46 anos, informou que pelos estragos, os cupins estavam no local há cerca de 15 anos. ‘‘Nós só percebemos que a escola estava infestada quando o revestimento de madeira de uma parede caiu’’, disse Oliveira. Segundo ele, as árvores ao redor da escola também estavam cheias de cupins.
A reforma completa da Epace custaria R$ 136 mil. A escola até agora só obteve R$ 20 mil. Segundo o capitão da Polícia Militar João Vieira, que está dirigindo a campanha ‘‘Abra seu coração para a Apae’’, toda cobertura da edificação estava comprometida. ‘‘Foi feita perícia pelo Corpo de Bombeiros e por um engenheiro da prefeitura’’, informa.
Os alunos, segundo a diretora da escola, Fumie Shirai Takeshita, não podem continuar nas dependências da Faculdade. O local não é apropriado para o tipo de assistência que as crianças excepcionais recebem. ‘‘Temos pressa em resolver o problema. Todas nossas atividades estão paralisadas e os alunos, desesperados’’, disse Fumir.
Ela disse ainda que a campanha ‘‘Abra seu coração para a Apae’’, está sendo feita com urnas colocadas nos estabelecimentos comerciais. Os interessados em fazer doações devem procurar para a Apae (043) 524-2292. A escola deveria receber ainda R$ 40 mil como repasse do Fundo de Participação dos Municípios, atrasado há seis meses.

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