Cupins infestam Londrina e geram reclamação
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terça-feira, 28 de abril de 1998
Osmani Costa 
Milton DóriaO ataqueA moradora Lourdes Martins: Os cupins saem desta árvore para atacar minha casa. Já estão na sala, no quarto e no forro É um caso típico. A funcionária pública Lourdes Aparecida Martins, moradora da rua Tabajara, na Vila Casoni (área central de Londrina), está desesperada com o ataque de cupins à sua casa, que é de madeira. Ela se diz indignada também com a demora na tomada de providências pela Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), responsável pelas árvores, parques e jardins da Cidade.
Faz dois meses que eu e meus familiares telefonamos, semanalmente, para a AMA. Mas até hoje não apareceu nenhum técnico aqui para resolver a situação, afirma Lourdes Martins. Segundo ela, os cupins estão alojados em uma velha árvore em frente da sua casa. Os cupins saem desta árvore velha e podre para atacar a madeira das paredes da minha casa. Eles já estão na sala, no quarto e no forro.
A funcionária diz que está com a paciência esgotada. Telefonou até para o plantão da Promotoria de Defesa do Consumidor (Procon). Mas não adiantou nada. Eles informaram que o problema só pode ser resolvido pelos técnicos da AMA. A Prefeitura deve estar esperando a minha casa cair para tomar providências, reclama Lourdes Martins.
Na AMA, a funcionária responsável pela organização dos pedidos de serviços - combate a cupins, podas e plantios de árvores, limpezas de terrenos - não conseguiu localizar o pedido feito por Lourdes Martins. Ao todo, os pedidos de serviços já chegam a quase 1,5 mil, só neste ano. A funcionária também não sabe dizer quantas são as reclamações sobre cupins.
O diretor-operacional da AMA, Júlio Bittencourt, confirma que os cupins - insetos tipicamente tropicais - estão atacando em todas as regiões da Cidade, principalmente em bairros que possuem árvores velhas. A AMA conta com apenas uma equipe para o combate ao cupim, e está planejando colocar nas ruas em breve uma nova equipe.
Enquanto isso, o diretor da AMA pede paciência às pessoas prejudicadas pelos insetos, que se alimentam basicamente de madeiras, plantas vivas, sementes armazenadas e papéis. Infelizmente, não estamos conseguindo atender a todos com a rapidez que as pessoas desejam. Mas os cupins podem ser combatidos, de forma satisfatória, com a aplicação de água fervendo e querosene pelos próprios moradores, ensina Bittencourt.
Os técnicos da AMA matam os cupins usando produtos químicos. O diretor-operacional diz ainda que as árvores comprometidas pela ação dos cupins são erradicadas e substituídas por novas mudas. Mas não adianta apenas cortar a árvore, porque os cupins acabam se mudando para outra ou para as casas dos vizinhos. É necessário eliminar com o cupinzeiro todo. É isso que nossos técnicos fazem.


