Cultura indígena terá espaço no Museu Histórico
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Redação FolhaWeb com Agência UEL 
Com o objetivo de mostrar a presença indígena no norte do Paraná, o a direção do Museu Histórico em parceria com a coordenação da Comissão Universidade para os Índios (CUIA) planejam para o próximo mês uma série de atividades sobre a cultura indígena. A proposta foi debatida em reunião na última quinta-feira, no Museu Histórico, junto com os professores da CUIA e 28 alunos indígenas da UEL.
A exposição, que vai até outubro, será sobre a presença dos povos indígenas no norte do Paraná. Terá uma abordagem histórica a partir de evidências da cultura indígena na região. Segundo a professora Regina Célia Alegro, diretora do Museu Histórico, a exposição vai usar acervos dos séculos 17, 18 e 19, como cerâmicas e objetos indígenas. Também farão parte da exposição painéis com representações dos viajantes Keller, Elliot e Big-Whiter, além de registros dos índios xetas feitos pelo fotógrafo húngaro, Kozack.
Outros destaques são a instalação do Céu Noturno Guarani, além do Ciclo de Debates, cuja temática principal vai girar em torno de questões sobre os Kaingang e Guarani, com a participação do pesquisador Germano Bruno e a ex-professora da UEL, a antropóloga Kimiye Tomasino e o professor da UEL, Lúcio Tadeu Mota.
A diretora do Museu Histórico ainda informa que serão ofertadas oficinas para crianças, inclusive com a confecção do Relógio do Sol em parceria com o Planetário de Londrina. A exposição será realizada em parceria com os Museus de Cambé e Jataizinho.
Segundo o coordenador da CUIA, professor Wagner Roberto Amaral, a ideia é inclusive envolver as lideranças e comunidades indígenas de Londrina e região. "É essencial começar um processo de debate sobre os indígenas da região", afirmou Wagner.
Ele conta que será ofertado aos estudantes indígenas um curso de Mídia e Comunicação. O objetivo é coletar depoimentos e fazer entrevistas nas aldeias para registro e documentação da tradição indígena em Londrina e região. Hoje, a UEL tem 32 indígenas matriculados em 15 cursos de graduação.


