Cultura é acusada de boicotar artista do PR
Israel Reinstein
De Curitiba
O presidente da Associação da Cultura Cigana de Curitiba, Cláudio Iovanovitchi, acusa a Secretaria de Estado da Cultura de beneficiar grupos específicos na hora de patrocinar eventos. Iovanovitchi afirma que os projetos artísticos subvencionados pelo governo estadual são idealizados e realizados sem que os artistas locais possam interferir na escolha do espetáculo. No entanto, a assessoria de imprensa da secretaria, rebate as afirmações, argumentando que todo patrocínio oficial atende as necessidades e estímulos locais.
Iovanovitchi teve recentemente um projeto vetado pelo governo estadual. O meu teatro foi recusado e, em seu lugar, aprovado outro programa semelhante, diz. O espetáculo do presidente da associação acontece em um ônibus, onde é encenada a peça Uma Estória da Nossa História, sobre os 500 anos do Brasil. A Secretaria da Cultura coloca no próximo mês um comboio com oito ônibus, que apresentarão peças e oficinas de teatro, entre outras atividades.
Para Iovanovitchi, faltam critérios no financiamento de peças e atividades culturais. Acho que a secretária Lúcia Camargo prefere atender pedidos de grupos do eixo Rio-São Paulo, que os artistas locais, provoca. Também não se vê a realização de licitação dos projetos estaduais, critica.
Porém, a assessoria da secretaria informa que as peças bancadas pelo Estado são financiadas somente depois de serem atendidas algumas especificações. Os projetos geralmente são direcionados para atender a demanda local de cada cidade. Pelas prefeituras, os projetos são encaminhados à secretaria, que escolhe determinados artistas para conduzirem os projetos. A escolha é, de acordo com a secretaria, sem discriminação.
Iovanovitchi entende que com a falta de medidas mais transparentes, não se tem o controle de como o dinheiro estadual é empregado. Como falta mobilização da classe, abre-se um espaço para que apenas uma pessoa decida quem pode ser beneficiado, afirmou.





