Cultura da balada agrava problema
Londrina - Para a assistente social e presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas sobre Álcool e outras Drogas (Comad), Marilena Jordão Pescuma, o problema do álcool está ligado à falta de conscientização. "É preciso reconhecer os malefícios do álcool, que ainda é tratado como um fator de recreação pelos jovens. Eles não enxergam o abuso da bebida como um problema futuro. O álcool modifica a mente, o caráter", alertou. Marilena aponta que a cultura das baladas agrava o problema.
Ela expõe que, atualmente, há um vínculo muito grande do termo universitário com música de balada. "É um universo que cultua essas festas com muita bebida. As músicas chegam a trazer no título, por exemplo, marcas de úisques e vodkas", condenou. Marilena aponta que as festas "open bar", com bebidas à vontade inclusas no preço do ingresso aumentam a cada dia. "Como geralmente o universitário tem um orçamento reduzido, morando longe dos pais e tendo que controlar as despesas, aproveitam essas festas para beber tudo o que puderem".
Segundo Marilena, o consumo exagerado da bebida pelos universitários decorre desde a infância. "O problema do álcool começa em casa, quando a criança vê os pais bebendo. Ela cresce achando aquilo legal. No Ensino Médio já tem o hábito que se intensifica na faculdade", detalhou. "Os pais têm parcela de responsabilidade, pois devem acompanhar com atenção se o jovem não está extrapolando o limite de algumas cervejinhas com os amigos."
A assistente social ressaltou a importância da pesquisa do professor Márcio Teixeira e reforçou que as políticas de conscientização são necessárias. "Se os jovens acham uma coisa bonita, que é normal beber além da conta, isso quer dizer que alguma coisa está errada". (C.F.)





