Curitiba

Arquivo FolhaMeio ambienteEm Guaraqueçaba, área de proteção ambiental, o plantio de 10 mil mudas de palmito garante reposição da mataRestaurantes de Curitiba começam a receber no próximo mês 40 mil ostras extraídas de sítios de cultivo em Guaraqueçaba, no Litoral do Paraná. Além disso, o palmito poderá ser extraído legalmente na região até o início do próximo ano. Os dois projetos de desenvolvimento sustentável em Guaraqueçaba começam a mostrar os primeiros resultados.
Numa parceria entre as universidades Federal do Paraná, Paris VII e órgãos governamentais e não-governamentais, os projetos têm como principal objetivo mostrar que é possível o desenvolvimento sustentável sem interferência no ecossistema.
As 45 famílias envolvidas no subprojeto de consórcio de plantio de palmito e de banana foram escolhidas entre as que moram nas áreas de proteção ambiental e viviam exclusivamente da extração ilegal do palmito. Outras 15 famílias de pescadores da Ilha Rasa farão parte do projeto de cultivo de ostras.
De acordo com a coordenadora do projeto, professora Marlene Walflor, os produtores rurais e pescadores já começaram a sentir a diferença entre o cultivo e a extração. ‘‘A qualidade do produto de cultivo é superior, com a vantagem de ser possível durante o ano todo, facilitando a obtenção da renda familiar’’, esclareceu.
O convênio com a Universidade de Paris VII refere-se à pesquisa básica em tese de doutorado de dois professores. ‘‘Os pesquisadores fizeram a pesquisa no local estudando as possibilidades de ações que podem ser desenvolvidas na região. Os professores da UFPR ficam responsáveis pela pesquisa aplicada, ou seja, colocar os projetos em prática’’, disse a professora.
Com o plantio de mudas de palmito para reposição da reserva nativa, os produtores poderão começar a retirar os palmitos que estarão em fase de corte no próximo ano. No total já estão sendo repostas 10 mil mudas de palmito e de banana. Uma pequena fábrica de doce já está em funcionamento na região de Batuva.
Cada um dos dez sítios de cultivo de ostras terá capacidade de produzir 90 mil ostras por ano. A comercialização só está dependendo da inspeção sanitária. As ostras são retiradas do mar apenas três dias antes da venda, suficientes para depuração e embalagem.
Os dois projetos estão sendo apresentados na França pela professora Magda Zanoni. Em 1998 os professores franceses virão ao Paraná para uma avaliação técnica dos trabalhos. Para os dois projetos - palmito e ostras - estão previstos investimentos de R$ 110 mil.

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