Curitiba - A descoberta ou a desconfiança de que um filho é homossexual nem sempre são encaradas tranquilamente pelos pais. Muitos se culpam, se sentem responsáveis pela orientação sexual do filho, se perguntam onde erraram ou então não querem aceitar o fato.
Para evitar que a expressão "quando o filho sai do armário, a mãe entra" -muito comum entre o público- se concretize, o Grupo de Pais de Homossexuais (GPH), que hoje reúne aproximadamente 200 mães e pais de homossexuais de todo o Brasil, discute as experiências de aceitação e dificuldades das famílias em encontros presenciais e virtuais. "Ninguém é educado para ter um filho homossexual", afirma a mãe facilitadora do GPH em Curitiba, Marise Felix.
O GPH foi fundado há 11 anos, em São Paulo. Na capital paranaense conta com a participação de oito participantes, com predominância das mães nos encontros. "É um grupo de ajuda mútua, quando conversa ameniza, há crescimento. A gente discute, reflete e sempre há crescimento. Depois que entramos, nos tornamos pessoas melhores, a gente revê os conceitos", explica Marise. As conversas são sigilosas, exclusivas a pais e mães e partem do pressuposto de que cada um tem seu tempo. (C.G.B.)

SERVIÇO
- Grupo de Pais de Homossexuais (GPH) - www.gph.org.br
Curitiba (41) 307903902 - Marise Felix e São Paulo (11) 3031-2106 - Edith Modesto

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